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28/09/2009 - 17h52

Merkel deve fazer reformas modestas em nova coalizão

Por Madeline Chambers

BERLIM (Reuters) - A chanceler alemã, Angela Merkel, deu sinais nesta segunda-feira de que vai resistir à pressão por mudanças radicais de seu provável novo parceiro de coalizão, o partido pró-mercado Democratas Livres (FDP), e se ater a um caminho de mudança gradual.

Na eleição legislativa de domingo, os conservadores de Merkel conquistaram a maioria parlamentar com o FDP, o que põe fim à sua parceria de quatro anos com os social-democratas do SPD.

Merkel, que teve uma reunião de uma hora com o líder do FDP, Guido Westerwelle, nesta segunda-feira, disse à rede de tevê ZDF desejar que o novo governo assuma no dia 9 de novembro, no vigésimo aniversário da queda do muro de Berlim.

Os dois campos disseram que em breve iniciarão as conversas para selar um acordo de coalizão de centro-direita, que incluirá cortes de impostos na maior economia europeia.

Mas as conversas podem ser duras, já que o FDP tem planos mais ambiciosos do que os conservadores de Merkel.

Entre as potenciais áreas de conflito estão a escala e o calendário dos cortes de impostos, como conter um déficit orçamentário crescente e propostas do FDP para facilitar a contratação e dispensa de trabalhadores.

Merkel deixou claro que não irá dar uma guinada à direita.

"Vocês me conhecem. Eu faço um pouco por cada um, mas não mudo com as cores da coalizão", disse ela a repórteres, acrescentando que os conservadores querem ser o principal partido do centro.

Enquanto governou com o SPD nos últimos quatro anos, Merkel guinou para a esquerda e abandonou os planos ousados de reformas econômicas que defendeu na campanha de 2005.

Os economistas receberam bem o resultado, dizendo que traria políticas pró-mercado, e a bolsa alemã subiu 2,78 por cento.

"Esperamos que os dois partidos concordem com uma reforma cautelosa no tocante ao mercado de trabalho e o sistema de seguridade social", disse o economista Dirk Schumache, do Goldman Sachs.

"O FDP certamente vai fazer pressão por mais reformas, mas o apetite de reforma de Merkel parece limitado", acrescentou.

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