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16/10/2009 - 12h51

Piora na confiança do consumidor dos EUA mina otimismo

Por Burton Frierson

NOVA YORK (Reuters) - A confiança do consumidor norte-americano caiu inesperadamente neste mês, limitando o otimismo inspirado por notícias de um aumento na produção industrial dos Estados Unidos em setembro pelo terceiro mês consecutivo.

Os dois relatórios divulgados na sexta-feira sugerem que a economia norte-americana pode ter encerrado o terceiro trimestre com um crescimento surpreendentemente forte, mas ainda enfrenta enormes obstáculos, já que os gastos do consumidor não devem se recuperar rapidamente da pior recessão em décadas.

Levantamento feito pela Reuters e a Universidade de Michigan aponta que a leitura preliminar da confiança do consumidor em outubro caiu para 69,4, contra 73,5 em setembro, abaixo da mediana das expectativas de economistas em uma pesquisa da Reuters de uma leitura estável de 73,5.

O relatório informou que perspectivas divergentes para a economia geral e as finanças pessoais irão afetar o ritmo da recuperação, conforme os consumidores reduzem os gastos para elevar suas economias e quitar dívidas.

"Embora os consumidores ainda esperem ganhos na economia geral e agora pensem que a taxa de desemprego está perto do pico ciclíco, não tem havido melhora na avaliação desanimadora dos consumidores de sua situação financeira pessoal", segundo o relatório.

"De fato, as finanças pessoais passaram pelo mais longo e profundo declínio na história de 60 anos das pesquisas, e poucos consumidores esperam que suas finanças melhorem a qualquer momento em breve."

O Federal Reserve informou nesta sexta-feira que a produção industrial dos Estados Unidos aumentou 0,7 por cento em setembro, muito mais que o avanço de 0,2 por cento previsto por economistas consultados pela Reuters.

O relatório também mostrou que a expansão de agosto foi revisada para 1,2 por cento, contra leitura inicial de 0,8 por cento.

Para o terceiro trimestre como um todo, a produção cresceu em uma taxa anual de 5,2 por cento, primeiro ganho trimestral desde o primeiro trimestre de 2008 e a maior alta desde o primeiro trimestre de 2005.

"É encorajador", disse Paul Ashworth, economista do Capital Economics, em Toronto, sobre os dados da produção industrial norte-americana.

"O que me preocupa é se o crescimento será sustentável. Os gastos do consumidor provavelmente permanecerão fracos. Se os consumidores não voltam, pode também fracassar."

Em outro documento divulgado nesta sexta-feira, o fluxo líquido de capital aos Estados Unidos se recuperou para 10,2 bilhões de dólares em agosto, contra saída líquida revisada de 107,7 bilhões de dólares no mês anterior, informou o Departamento de Tesouro.

O departamento inicialmente apontou saída líquida de capital de 97,5 bilhões de dólares em julho.

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