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28/10/2009 - 13h30

No Rio, Lula diz que violência não acaba em um minuto

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Dez dias depois do início de uma onda de violência no Rio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que acabar com a criminalidade é um processo demorado.

"Temos que evitar o que aconteceu nos últimos dias no Rio de Janeiro. O que eu acho é que é quadrilha brigando com quadrilha. Mas tem pessoas que acham que o governador poderia acabar com a quadrilha em um minuto. Se fosse fácil, a violência não perduraria 30, 40 anos", disse Lula na inauguração do ginásio da Mangueira, morro que é palco de frequentes operações de confronto entre policiais e traficantes.

O ginásio poliesportivo foi modernizado com recursos do governo federal.

"O narcotráfico é uma realidade. Não tem poema. É preciso prender aqueles que tiram a liberdade de quem quer trabalhar honestamente. Quando acontece uma violência daquela (da semana passada) passa a ideia que o Rio é assim... Violência tem no Rio, em São Paulo, na Bahia, no Paraná, mas o Rio é uma caixa de repercussão maior do que outra cidade", declarou.

Lula afirmou que o governo federal vem apoiando o combate à violência e à criminalidade. "Nós do governo federal estamos convencidos que temos obrigação moral, política e ética de cuidar de forma especial do Rio de Janeiro", disse Lula.

Disse ainda que "bandido não é normal é anormal".

No outro fim de semana, traficantes tentaram invadir o Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona Norte, deflagrando uma onda de violência que resultou na morte de ao menos 42 pessoas, entre traficantes, policiais e inocentes.

Durante a tentativa de invasão, um helicóptero da polícia do Rio foi abatido, ocasionando a morte de três policiais.

Na cerimônia, Lula afirmou que prefeitos e governadores deveriam se reunir em 2011 com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) para apresentar projetos do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Na entrevista, esclareceu que essa reunião acontece no ano que vem, último ano do governo, e que o PAC vai até 2015.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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