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09/11/2009 - 10h47

Colômbia recorre a ONU e OEA após Venezuela falar em guerra

Por Hugh Bronstein

BOGOTÁ (Reuters) - A Colômbia disse no domingo que irá recorrer ao Conselho de Segurança da ONU e à Organização dos Estados Americanos depois de o governo da vizinha Venezuela ordenar que seu Exército se prepare para uma guerra a fim de garantir a paz.

Há meses o presidente venezuelano, Hugo Chávez, tem dito que um acordo de cooperação militar assinado em outubro entre Colômbia e EUA pode prenunciar uma invasão norte-americana em seu país, a partir do território colombiano.

Bogotá e Washington rejeitam a ideia, dizendo que o objetivo da cooperação militar é apenas combater o narcotráfico e as guerrilhas da Colômbia.

Em seu programa dominical de TV, Chávez disse que os militares deveriam se preparar para uma guerra, pois isso seria a melhor forma de assegurar a paz na região. O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, reagiu com uma nota rejeitando as declarações de Chávez.

"Considerando as ameaças de guerra anunciadas pelo governo da Venezuela, o governo da Colômbia propõe ir à Organização dos Estados Americanos e ao Conselho de Segurança da ONU", disse a nota.

A Colômbia também sugeriu um "diálogo franco" com a Venezuela a respeito da sua prolongada desavença diplomática.

A Venezuela nos últimos tempos gastou mais de 3 bilhões de dólares em armas, levando a secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, a alertar sobre uma corrida armamentista na região.

A Colômbia recentemente pediu à Organização Mundial do Comércio que interceda depois de Chávez proibir a importação de alguns produtos colombianos, em protesto contra o acordo militar Bogotá-Washington.

A Colômbia é o segundo maior parceiro comercial da Venezuela, e vice-versa (os EUA são o primeiro para ambos). No ano passado, o comércio bilateral superou os 57 bilhões de dólares.

Bogotá diz que a proibição venezuelana agravou a recessão na Colômbia e afetou ainda mais as exportações do país, já prejudicadas pela crise global.

Washington vê Uribe como um anteparo contra Chávez e outros governos socialistas da região, como o do equatoriano Rafael Correa.

Chávez, Correa e Uribe buscaram nos últimos anos ampliar sua permanência no poder, por meio de reformas constitucionais que permitissem suas reeleições.

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