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10/11/2009 - 09h48

Emprego na indústria brasileira cresce pelo 3o mês

SÃO PAULO (Reuters) - O emprego na indústria brasileira cresceu pelo terceiro mês consecutivo em setembro, na comparação com o mês anterior, mas continuou mostrando queda frente a 2008.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta terça-feira que o emprego no setor aumentou 0,4 por cento sobre agosto e caiu 6,5 por cento ante setembro de 2008.

Apesar da queda em relação ao ano passado, quando os efeitos do agravamento da crise global ainda começariam a ser sentidos no país, o IBGE destacou a melhora do indicador nos últimos meses.

"No terceiro trimestre de 2009... na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o emprego industrial, ao avançar 0,3 por cento, interrompeu três trimestres consecutivos de queda, período em que acumulou uma perda de 7,0 por cento", afirmou em nota.

O índice de média móvel trimestral, que vinha apresentando menor ritmo de queda desde fevereiro, assinalou a segunda taxa positiva consecutiva: de 0,3 por cento em setembro.

No ano, o emprego acumula baixa de 5,6 por cento e, em 12 meses, o declínio é de 4,2 por cento.

Frente a setembro do ano passado, o contingente de trabalhadores diminuiu em 13 áreas pesquisadas, com destaque para São Paulo e Minas Gerais.

Ainda nesse tipo de comparação, no total do país, o emprego industrial recuou em 16 dos 18 setores. Meios de transporte, Máquinas e equipamentos, Produtos de metal, Madeira e Vestuário exerceram as principais pressões negativas, enquanto Papel e gráfica e Fumo foram os únicos resultados positivos.

FOLHA DE PAGAMENTO CRESCE

O IBGE também informou que o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria aumentou 1,1 por cento em setembro sobre agosto. Frente a 2008, no entanto, esse indicador recuou 6,4 por cento.

"Em síntese, o emprego industrial e o número de horas pagas registraram taxas positivas no confronto com o mês anterior, influenciados pelo maior dinamismo na atividade produtiva ao longo de 2009", acrescentou o IBGE.

"Os resultados do terceiro trimestre do ano frente ao trimestre imediatamente anterior, ainda na série com ajuste sazonal, confirmam essa recuperação... Contudo, nas comparações contra iguais períodos do ano anterior, os resultados permaneceram negativos."

A folha de pagamentos cresceu 1,7 por cento na comparação mês a mês, revertendo o resultado negativo registrado em agosto, mas caiu 4,9 por cento em relação a setembro do ano passado.

(Por Daniela Machado)

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