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12/11/2009 - 10h53

Obama defende mudanças em opções estratégicas para o Afeganistão

Por Matt Spetalnick e Adam Entous

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pressionou na quarta-feira seus assessores a reverem as opções estratégicas disponíveis para a guerra do Afeganistão, antes que ele tome uma decisão sobre o aumento do contingente norte-americano no país, disse uma fonte do governo.

Diante de um crescente ceticismo da opinião pública a respeito do conflito, que já dura oito anos, Obama pediu ao conselho que lhe dá assessoria sobre a guerra que esclareça como e quando as tropas dos EUA vão transferir as tarefas de segurança ao governo afegão, segundo essa fonte.

A Casa Branca disse que Obama ainda não se decidiu entre as propostas que lhe foram apresentadas, e que as deliberações devem continuar durante sua viagem de nove dias a Ásia, que começa na quinta-feira. Seu porta-voz insistiu que a decisão deve levar semanas.

Reservadamente, funcionários descrevem propostas que aprofundariam o envolvimento militar dos EUA no Afeganistão, onde as tropas enfrentam a insurgência do Taliban e de seus aliados da Al Qaeda.

Anteriormente, eles havia dito que, entre as quatro opções estratégicas disponíveis, havia entre alguns assessores um crescente apoio ao envio de pelo menos 30 mil soldados adicionais.

Mas, num encontro de duas horas e meia, o oitavo desse tipo, Obama fez questionamentos que podem ser decisivos sobre o contingente a ser enviado e o seu prazo de permanência.

Por isso, as opções apresentadas a Obama por sua equipe de segurança nacional quase certamente serão emendadas.

Obama parece inclinado a jogar um ônus maior sobre o presidente afegão, Hamid Karzai, cuja credibilidade está em xeque depois da sua tumultuada reeleição, marcada por suspeitas de fraude.

"O presidente acredita que precisamos deixar claro ao governo afegão que nosso compromisso não tem um fim indefinido", disse a fonte oficial.

Washington deve exigir de Cabul, por exemplo, que as forças locais sejam reforçadas de modo que seja possível estabelecer um cronograma para a transferência de mais responsabilidades a elas.

A nova sessão de deliberações do governo norte-americano ocorreu enquanto saía uma pesquisa mostrando que cada vez mais norte-americanos acham que a guerra do Afeganistão vai mal e discordam da condução dada ao conflito.

O número recorde de militares mortos abalou a confiança da opinião pública na guerra, e o envio de mais tropas pode se tornar um ônus político para Obama antes das eleições parlamentares de 2010.

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