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13/11/2009 - 13h37

Recessão europeia acabou, mas ainda existem problemas

Por Brian Love

PARIS (Reuters) - A zona do euro saiu da recessão no terceiro trimestre, apesar de a retomada impulsionada pelo governo após mais de um ano de declínio ter ficado um pouco abaixo do esperado, mostraram estimativas oficiais nesta sexta-feira.

Economistas disseram que a volta ao crescimento parece ter sido promovida principalmente pelas exportações, e que parte dele certamente se deve a vendas de automóveis, que aumentaram com incentivos do governo, deixando em aberto a questão sobre a sustentabilidade da recuperação.

O departamento de estatísticas da União Europeia, o Eurostat, informou que o Produto Interno Bruto (PIB) agregado da zona do euro e do bloco de 27 países da UE tornou-se positivo no terceiro trimestre --com crescimento de 0,4 e 0,2 por cento, respectivamente.

O desempenho ficou um pouco abaixo do crescimento de 0,5 por cento esperado para a zona do euro em uma pesquisa da Reuters, parcialmente devido ao PIB francês --que avançou 0,3 por cento, metade do esperado para o trimestre.

A Alemanha --que, como a França, saiu da recessão no segundo trimestre-- registrou crescimento de 0,7 por cento ante o trimestre anterior.

O PIB da Itália foi positivo, com um crescimento de 0,6 por cento em relação ao trimestre passado, depois de cinco trimestres de contração.

"A zona do euro oficialmente virou a página e isso é motivo de alívio, não de comemoração", disse Martin van Vliet, economista do ING, ressaltando que o investimento e os gastos do consumidor precisam se recuperar para tornar a retomada sustentável.

"A pior recessão pós-guerra da zona do euro pode estar oficialmente terminada mas, infelizmente, para muitas pessoas e empresas ela vai continuar a parecer uma recessão por algum tempo ainda."

Os números positivos do PIB do terceiro trimestre na zona do euro seguiram uma queda de 0,2 por cento no segundo trimestre.

ACELERAÇÃO

A Comissão Europeia prevê que o PIB da zona do euro encolha a uma taxa recorde de 4 por cento em 2009, com a maior parte do declínio concentrado na primeira metade do ano.

No dia 3, a Comissão Europeia aumentou para 0,7 por cento a previsão para o PIB de 2010 e estimou crescimento de 1,5 por cento em 2011, mas disse que ainda pode acontecer outra "breve desaceleração" na primeira metade de 2010.

O desafio que os formuladores de política monetária enfrentam agora é decidir quando retirar os estímulos monetários e fiscais, encarregados de garantir um crescimento maior e limitando a queda cumulativa do PIB na União Europeia em 5 pontos percentuais desde que a economia começou a cair no segundo trimestre de 2008.

Essa queda, disse a Comissão, é três vezes maior que a média de retração da produção das três recessões anteriores, desde os anos de 1970.

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