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17/11/2009 - 18h59

Bovespa tem máxima em 17 meses por Petrobras e Vale

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Apoiada nos ganhos das blue chips Petrobras e Vale, a bolsa paulista se descolou do fraco movimento dos mercados internacionais e ascendeu ao maior patamar em 17 meses nesta terça-feira.

Ao subir 1,17 por cento, o Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, atingiu 67.405 pontos, máxima de fechamento desde 17 de junho de 2008. O giro financeiro da sessão foi de 6,7 bilhões de reais.

O dia foi instável nas primeiras horas do pregão, seguindo a fraqueza nos mercados internacionais, que viam em indicadores fracos da economia norte-americana motivos para realização de lucros, após os índices se aproximarem das máximas do ano.

Com o correr do dia, no entanto, as ações das companhias domésticas ligadas a matérias-primas começaram a se fortalecer, alvejadas por fluxos de entrada de recursos internacionais, segundo operadores.

Neste aspecto, as gigantes Petrobras e Vale foram as mais beneficiadas, um dia depois do exercício de opções. O papel preferencial da petroleira subiu 2,7 por cento, a 38,40 reais, após a empresa também ter anunciado a descoberta de uma nova reserva de petróleo na Bacia de Campos.

A Link Corretora, que elevou a recomendação dos papéis da companhia de neutra para comprar, considerou em relatório que, a notícia não deve ter impacto significativo sobre as ações.

Na mesma rota, a ação preferencial da Vale passou a ganhar força, até fechar o dia valorizada em 1,55 por cento, para 43,30 reais.

Um fator externo que teria contribuído para esse movimento foi o anúncio de que o Federal Reserve reduziu o prazo máximo dos empréstimos pela janela de redesconto de 90 para 28 dias. A mudança entra em vigor em 14 de janeiro. A medida foi vista como um sinal de melhora das condições do mercado financeiro.

"Isso liberou os fluxos, que voltaram a correr para os mercados de bolsa", disse Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barros.

O destaque negativo da sessão foi Sabesp, com uma baixa de 4,3 por cento, para 33,65 reais, depois de a companhia ter desagradado analistas com seus resultados do terceiro trimestre.

"Os resultados vieram fracos. Vemos o resultado como negativo para as ações da Sabesp", disse o Safra Banco de Investimento em relatório.

Fora do índice, Brasil Ecodiesel foi uma das que mais brilharam, subindo 5,7 por cento, para 1,12 real, sendo também uma das mais negociadas da sessão, em meio a renovados rumores de que o controle da companhia está para ser vendido.

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