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27/11/2009 - 20h33

Polícia Federal investiga governo do DF por suspeita de propina

Por Ana Paula Paiva e Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira operação de busca e apreensão com o objetivo de "coletar provas sobre suposta distribuição de recursos ilegais à 'base aliada'" do governo do Distrito Federal, segundo nota divulgada pelo Superior Tribunal de Justiça.

Entre os locais que foram alvo da operação "Caixa de Pandora" estava a área da residência oficial do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) e gabinetes de parlamentares do Legislativo brasiliense.

Segundo nota da PF, cerca de 700 mil reais, 30 mil dólares e 5 mil euros foram apreendidos na operação, além de computadores, mídias e documentos. Os 29 mandados de busca e apreensão foram realizados em Brasília, Goiânia e Belo Horizonte.

"Foram verificados, nas investigações, indícios de pagamento de recursos a altos servidores do GDF, por empresas que mantinham contrato com o Governo Distrital", disse a PF por meio da nota.

As investigações sobre suposto repasse ilegal de recursos contaram com a ajuda do então secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal Durval Barbosa. Segundo a assessoria de comunicação do governo brasiliense, Barbosa foi exonerado do cargo nesta tarde após a deflagração da operação.

Em nota, o governo do Distrito Federal afirmou que "está se inteirando dos fatos e agirá com equilíbrio e o rigor que a situação exige". Disse ainda que "todos os servidores citados foram afastados de suas funções até a completa apuração".

"A determinação do GDF é contribuir com as investigações para a completa e cabal apuração dos fatos", conclui a nota do governo do Distrito Federal.

O mandado de busca e apreensão cumprido na área da residência oficial do governo foi destinado ao chefe de gabinete de Arruda, Fábio Simão, ex-assessor do ex-governador Joaquim Roriz, disse uma fonte do DEM.

Arruda é o único governador do DEM que, segundo uma fonte do partido, deve divulgar uma nota sobre a investigação.

O governador já esteve envolvido em outro escândalo político, o da violação do painel eletrônico de votação do Senado, que o levou a renunciar ao mandato de senador em 2001.

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), afirmou por meio de sua assessoria que "o partido concorda e apoia totalmente a decisão do governador Arruda de esperar ter acesso a todo processo para se manifestar. O Democratas espera que a apuração seja rigorosa e rápida".

(Com reportagem adicional de Natuza Nery)

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