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18/12/2009 - 19h28

DEM não abre mão de vice do PSDB, diz Rodrigo Maia

Por Fernando Exman Em Brasília
A saída do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), da corrida presidencial e sua aparente recusa a ocupar a vice na chapa a ser liderada pelos tucanos repercutiram de forma imediata no Democratas. Principal aliado do PSDB, o partido voltou a exigir a vaga.

Aécio anunciou na quinta-feira sua desistência na disputa pela Presidência da República, deixando em aberto o seu futuro político. Ele vem dizendo que concorrerá a uma vaga no Senado.

Integrantes do PSDB, no entanto, esperam convencê-lo a ser o vice do também tucano José Serra, governador de São Paulo, que lidera as pesquisas de intenção de voto.

"Trabalho com a hipótese de que o Democratas em maio vai tratar desse assunto, já que o Aécio ontem mais uma vez reafirmou que não aceita em hipótese alguma ser candidato a vice-presidente", disse o deputado Rodrigo Maia (RJ), presidente do Democratas, à Reuters.

"Se o Aécio diz que não é, em hipótese alguma --e ele seria um nome que teria um diferencial--, a partir daí o DEM não abrirá mão da vice em hipótese alguma", acrescentou.

O Democratas reconhecia a possibilidade de ceder a vice se Aécio aceitasse o cargo. PSDB e DEM consideram a dobradinha Serra-Aécio "imbatível".

Para o presidente do DEM, o escândalo que o partido protagonizou no Distrito Federal com o governador José Roberto Arruda há poucos dias não prejudicará as relações entre as duas legendas e "de jeito nenhum" reduzirá as chances de o partido emplacar um candidato a vice na chapa.

"Não acho que isso seja um motivo para afastar ou aproximar mais o DEM do PSDB e do PPS", disse Maia, citando as três siglas aliadas e lamentando o ocorrido.

"O problema foi muito grave, mas daqui para frente o partido vai se organizar para 2010 com a certeza de que, com o radicalismo do Aécio em não aceitar a ser vice, caberá ao Democratas, já que qualquer outra hipótese será de difícil aprovação na nossa convenção", destacou.

Maia alegou que casos de suposto caixa 2 e pagamento de propinas a aliados "ocorreram em todos os partidos". Após pressão interna, Arruda acabou deixando o DEM.

PRESSA

O presidente do DEM disse que o movimento de Aécio leva Serra a assumir a condição de candidato, pois "não há mais duas alternativas para o cenário de 2010".

Ele discordou das avaliações feitas na véspera por integrantes do PT e do PSB de que a decisão do governador mineiro beneficia as candidaturas da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT) e do deputado Ciro Gomes (PSB).

"A decisão ajuda a campanha do Serra. Deixa o cenário claro, independentemente do momento em que o Serra começar a fazer a sua pré-campanha", argumentou, complementando que agora os partidos de oposição têm de avançar na formação de palanques nos Estados.

O presidente do DEM descartou a possibilidade de Aécio boicotar a campanha de Serra em Minas Gerais. "O Aécio vai trabalhar desde já para que Minas esteja organizada para a nossa vitória em 2010 no Estado de Minas e no Brasil", apostou o parlamentar.

Maia evitou comentar a polêmica de que Aécio teria maior capacidade de atrair para a aliança da oposição partidos que hoje integram a base governista. "Esta questão está superada."

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