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04/01/2010 - 19h14

Hillary vê ameaça global por instabilidade no Iêmen

Por Andrew Quinn

WASHINGTON (Reuters) - A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, disse nesta segunda-feira que a instabilidade no Iêmen representa uma ameaça global e que os Estados Unidos vão sanar eventuais falhas de segurança depois da tentativa de atentado aéreo do dia de Natal.

Em suas primeiras declarações públicas sobre o incidente no voo Amsterdã-Detroit, que desencadeou críticas às ações de contraterrorismo do governo de Barack Obama, Hillary disse que discutirá medidas adicionais com o gabinete de segurança nesta semana.

"Sobre o que aconteceu com o terrorista no avião que vinha para Detroit, não estamos satisfeitos", disse ela a jornalistas depois de receber o primeiro-ministro do Catar, Hamad bin Jassem al-Thani.

"Então vamos nos reunir com o presidente amanhã para proceder às nossas revisões internas, ouvir o que outros no nosso governo também concluíram e tomar quaisquer medidas adicionais que sejam necessárias", disse ela.

A Casa Branca admitiu que o incidente do Natal expôs falhas, mas negou haver necessidade de uma reformulação geral do sistema de segurança do país.

Republicanos acusam o governo do presidente democrata Obama, que voltou na segunda-feira de suas férias no Havaí, de agir com fraqueza na questão do combate ao terrorismo, sem conseguir resolver falhas de inteligência que foram aparecendo desde os atentados de 11 de setembro de 2001.

Bill Burton, porta-voz da Casa Branca, disse que o caso não deve desviar a atenção de Obama das ações para questões como emprego e reforma da saúde. "Quando você é presidente dos Estados Unidos, é capaz de conversar e mascar chiclete ao mesmo tempo," disse ele.

O porta-voz disse a jornalistas a bordo do avião presidencial que, conforme a revisão for sendo feita, a segurança será mais reforçada, o que inclui novas exigências para revistas mais atentas em passageiros provenientes de 14 países.

"O presidente não tem esperado simplesmente que todas as diferentes peças cheguem antes de agir (...). As medidas de segurança estão avançando mesmo enquanto a revisão transcorre", acrescentou.

Enquanto os EUA enfrentam um desafio cada vez maior dos insurgentes no Afeganistão, a instabilidade no Iêmen vem surgindo como um potencial foco de novos problemas para os norte-americanos.

As autoridades dizem que o incidente no dia de Natal foi provocado por um nigeriano de 23 anos que se aproximou da Al Qaeda durante uma temporada no Iêmen, país mais pobre da Península Arábica.

A Al Qaeda local, que se intitula Al Qaeda na Península Arábica, assumiu a responsabilidade pela autoria do atentado frustrado no avião, que levava 300 ocupantes.

(Reportagem adicional de Susan Cornwell, Jeff Mason e Patricia Zengerle em Washington)

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