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08/01/2010 - 11h01

Senadores dos EUA defendem bombardeios no Paquistão

Por Michael Georgy

ISLAMABAD (Reuters) - Senadores dos EUA defenderam na sexta-feira os bombardeios com aviões não-tripulados no Paquistão, um assunto que deve causar ainda mais atritos num momento em que Washington intensifica os ataques para caçar inimigos depois do atentado contra a CIA no Afeganistão.

O Paquistão, aliado dos EUA, oficialmente se opõe aos bombardeios, alegando que violam sua soberania. Islamabad pede que Washington forneça aviões-robôs para que as próprias forças paquistanesas realizem os bombardeios que acharem necessários.

"Não concordamos em todas as questões. Acreditamos, conforme declarei e conforme nosso governo declarou, que esta é uma das muitas ferramentas que precisamos usar para tentar derrotar um inimigo muito determinado e terrível", disse o senador republicano John McCain.

Os EUA já realizaram vários bombardeios com aviões-robôs no Paquistão desde o atentado suicida cometido por um agente duplo numa base da CIA no sudeste afegão em 30 de dezembro, que matou sete funcionários.

O incidente, o segundo mais letal na história da agência, revela falhas de inteligência e eleva a pressão para que os militares matem insurgentes de primeiro escalão refugiados ao longo da fronteira afegã-paquistanesa.

Os aviões não tripulados são considerados pelos EUA como uma das principais armas para o combate aos militantes da Al Qaeda e Taliban. Os bombardeios já mataram alguns dirigentes da Al Qaeda.

O Paquistão não se opôs aos ataques que mataram militantes que enfrentam o Estado paquistanês, como o chefe local do Taliban Baitullah Mehsud.

Islamabad critica, no entanto, ataques contra alvos que considera estratégicos, como o grupo militante afegão Haqqani. O Paquistão entende que esse grupo poderia lhe assegurar uma influência no Afeganistão, caso o país mergulhe novamente no caos.

Ao mesmo tempo, o Haqqani, que tem vínculos com a Al Qaeda, figura no topo da lista de alvos dos EUA, e crescem as especulações de que esses militantes poderiam estar ligados ao atentado conta a CIA. Essa divergência mostra como as relações EUA-Paquistão são complexas e delicadas.

O assunto dos aviões não tripulados foi abordado quando uma delegação de senadores dos EUA, liderada pelo ex-candidato a presidente McCain, se encontrou na quinta-feira com o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari.

A delegação se encontrou também com o primeiro-ministro Yusuf Raza Gilani e com o chefe do Exército, general Ashfaq Kayani - a autoridade mais importante, já que cabe aos militares tomarem decisões sobre segurança e, na prática, estabelecer a política externa.

(Reportagem adicional de Faisal Aziz em Karachi)

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