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10/01/2010 - 18h47

Copa Africana começa e Togo espera participar da competição

Por Julien Pretot

CABINDA, Angola (Reuters) - A seleção de futebol do Togo voltava para casa neste domingo após o ataque contra o ônibus do time, mas o ministro dos Esportes disse que o país esperava regressar a Angola, onde começou o maior torneio da África.

Apesar de assombrada pelas mortes de integrantes do time de Togo no ataque perpetrado em Cabinda, a Copa Africana de Nações começou como estava previsto no estádio com capacidade para 50 mil pessoas em Luanda, capital de Angola.

Um espetáculo de fogos de artifício iluminou o estádio construído especialmente para o evento. Os torcedores fizeram um minuto de silêncio em respeito aos togoleses antes de o jogo de abertura começar entre Angola e Mali.

Os jogadores do Togo e o técnico, apesar de chocados com o ocorrido, disseram que competiriam para honrar as vítimas, mas o primeiro-ministro do país ordenou que o time voltasse para casa e enviou um avião para buscá-los.

O primeiro-ministro Gilbert Houngbo disse que seria errado deixar o time ficar em Angola e participar do torneio.

"Qualquer um envolvido em questões de segurança diria que seria irresponsável apenas fingir que nada aconteceu e deixar o espetáculo continuar", ele disse à BBC. "A segurança não é negociável".

O capitão da seleção togolesa, Emmanuel Adebayor, disse a repórteres no aeroporto de Cabinda que "temos que chorar os nossos mortos, vamos voltar para fazer isso, assim é a vida e estamos obviamente muito tristes".

Mas mesmo quando o avião togolês se preparava para decolar, um porta-voz da seleção disse que uma decisão final ainda não havia sido tomada.

"Ainda estamos conversando com os jogadores, nenhuma decisão foi feita ainda. Tudo é possível", disse.

O ministro dos Esportes do Togo, Christophe Tchao, provocou mais dúvidas ao dizer a repórteres em Cabinda que o país havia pedido à Confederação Africana de Futebol (CAF) encontrar uma maneira de o time participar da Copa Africana de Nações mais para frente.

"Nós pedimos um período de luto de três dias", disse Tchao. "Os jogadores estão indo com os corpos de seus irmãos mortos e nós pedimos à CAF que encontrasse uma maneira de entrarmos mais tarde na competição."

O assessor de imprensa do time, Stanislas Ocloo, o assistente-técnico Amalete Abalo e o motorista foram mortos quando homens armados da Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) abriram fogo contra o ônibus que levava o time a Cabinda, um enclave separado do resto de Angola.

Sete pessoas ficaram feridas, incluindo o goleiro reserva Kodjovi Obilale, que agora está em condição estável em um hospital sul-africano após ser submetido a uma cirurgia.

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, disse na cerimônia de abertura que seu país permanecia 100 por cento pronto para sediar a Copa do Mundo deste ano e afirmou ainda que o ataque angolano não tem qualquer influência sobre o torneio mundial em seu país.

A África do Sul será o primeiro país africano a sediar o maior evento de futebol do mundo.

(Reportagem adicional de Kwasi Kpodo em Accra, de John Zodzi em Lome, e de Phumza Macanda em Johanesburgo)

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