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14/01/2010 - 13h24

Brasil inicia ação no Haiti com foco em segurança e feridos

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil inicia nesta quinta-feira um plano de ajuda no Haiti traçado por autoridades brasileiras lideradas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, que viajou ao país caribenho. A ação vai priorizar pontos como sepultamento dos mortos, atendimento a feridos e segurança e, a princípio, não contará com ajuda da ONU.

"Não podemos esperar; se há problemas, temos de passar por cima dos problemas", disse Jobim segundo nota do Ministério da Defesa. O ministro detalhará o plano ao presidente do Haiti, René Préval, em encontro previsto para esta quinta.

De acordo com Jobim, a população haitiana associa a missão de paz da ONU no país muito mais ao Brasil do que entidades internacionais. Além disso, segundo o ministro, o desabamento do prédio da ONU em Porto Príncipe pode atrasar a resposta dessas entidades.

O plano está centrado no que o ministério classificou de cinco principais problemas do Haiti: segurança, sepultamento dos mortos, atendimento aos feridos, remoção dos destroços e distribuição de suprimentos.

Os militares brasileiros atendem os feridos pela tragédia, alguns mutilados, num hospital improvisado na sede do batalhão do país. Essa estrutura tem realizado 70 atendimentos por dia, com prioridade para os casos mais graves.

Segundo a nota, já foi determinada à Força Aérea Brasileira o envio de um hospital de campanha que deve sair do Rio de Janeiro nesta quinta-feira. Um hospital de campanha da Marinha também deve ser deslocado para o país caribenho.

O Brasil também vai propor ao governo haitiano que escolha uma área para a instalação de um cemitério com auxílio dos engenheiros militares brasileiros e os comboios que levam suprimentos seguirão tendo sua segurança reforçada. O Batalhão de Engenharia do Exército receberá reforço de engenheiros de uma construtora que realiza obras no Haiti para a remoção dos escombros.

Os corpos dos brasileiros mortos, 15 no total sendo 14 militares, estão em uma câmara frigorífica na sede do batalhão brasileiro e a ONU está a cargo dos procedimentos burocráticos para que eles possam ser enviados ao Brasil.

Além dos militares brasileiros mortos, a fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, a médica Zilda Arns, também morreu na tragédia.

O diplomata brasileiro e funcionário da ONU Luiz Carlos da Costa, segundo civil mais importante na hierarquia da missão de paz da ONU no país, também está desaparecido.

Não existem informações sobre o número total de mortos, mas Préval disse que pode chegar a 50 mil. O presidente classificou o cenário na capital Porto Príncipe de "inimaginável".

A Cruz Vermelha no Haiti afirmou acreditar que o número de mortos pelo terremoto de magnitude 7,0 seja de entre 45 mil e 50 mil. Além disso, 3 milhões de pessoas podem estar feridas ou desabrigadas.

(Por Eduardo Simões)

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