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14/01/2010 - 08h17

Militares brasileiros mortos no Haiti são 14; país envia ajuda

Por Hugo Bachega

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil apresentou nesta quinta-feira o plano de ajuda emergencial ao Haiti traçado por autoridades brasileiras lideradas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, para socorrer o país caribenho devastado por um forte terremoto.

Em Porto Príncipe, Jobim se reuniu com o presidente haitiano, René Préval, que apontou o restabelecimento das comunicações no Haiti como a maior prioridade para facilitar as ações do governo.

"Cada vez que o presidente tem que falar com o primeiro-ministro do país tem que mandar buscá-lo. Se o primeiro-ministro quer falar com o chefe da polícia, não sabe onde ele está", disse Préval, segundo nota do Ministério da Defesa.

Outros pontos-chave são a retirada dos destroços das ruas para facilitar o acesso das equipes de resgate e o suprimento de combustível para os veículos do governo.

O líder haitiano agradeceu o forte apoio do Brasil e disse a Jobim que estudará um local para a construção emergencial de um cemitério para o enterro das vítimas.

À tarde, o ministro sobrevoou a capital haitiana e, segundo o comunicado, ficou impressionado com o grau de destruição da cidade e com as centenas de mortos avistados.

Não há informações sobre o número total de vítimas, mas Préval afirmou que pode chegar a 50 mil. O presidente classificou o cenário em Porto Príncipe como "inimaginável" e afirmou que cerca de 7.000 pessoas já foram enterradas em uma vala comum.

Perguntado sobre o custo do apoio ao Haiti para o Brasil, Jobim afirmou que o foco da visita era identificar o que necessita ser feito para posteriormente avaliar o custo das ações.

"Pagaremos o que for necessário", afirmou o ministro, de acordo com a nota.

MAIS AVIÕES, MAIS AJUDA

Jobim deve desembarcar em Brasília na madrugada desta sexta-feira em voo que transportará também o corpo da fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, a médica Zilda Arns, morta no terremoto.

O velório de Zilda será na sexta-feira em Curitiba e deverá ter a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informou a Pastoral.

Nesta quinta-feira, duas aeronaves da FAB decolaram com remédios, água e equipamentos médicos, de busca e salvamento, além de bombeiros, cães farejadores e uma equipe médica militar que prestará atendimento aos feridos.

Outros dois aviões devem partir para o Haiti levando a estrutura do hospital de campanha da FAB e mais médicos.

Segundo o Exército brasileiro, 22 militares ficaram feridos após o terremoto, a maioria com ferimentos leves ou escoriações, "algumas das quais surgidas em consequência das atividades em apoio às vítimas do terremoto".

Os primeiros militares feridos devem retornar ao Brasil no início da tarde de sexta-feira, informou a FAB.

Entre as 15 vítimas brasileiras, 14 são militares, cujos corpos estão em uma câmara frigorífica na sede do batalhão brasileiro em Porto Príncipe.

O diplomata brasileiro e funcionário da ONU Luiz Carlos da Costa, segundo civil mais importante na hierarquia da missão de paz da entidade no país, também está desaparecido. No momento do terremoto, Costa estaria dentro do prédio-sede da missão da ONU, que desabou.

À Reuters, o diretor do Centro de Informação da ONU no Brasil, Giancarlo Summa, afirmou não ter recebido nenhuma comunicação oficial em relação ao brasileiro.

Outros quatro militares brasileiros também estão desaparecidos, informou o Exército.

(Reportagem de Eduardo Simões)

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