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26/01/2010 - 16h31

Fortes chuvas castigam zona turística no Peru e deixam 5 mortos

LIMA (Reuters) - Ao menos três pessoas morreram, entre elas uma turista argentina, por deslizamentos provocados por fortes chuvas na região de Cuzco, no sudeste do Peru, elevando o número de vítimas fatais para cinco nesta terça-feira.

A chuva excepcionalmente intensa provocou deslizamentos que levaram à suspensão do serviço ferroviário entre Machu Picchu e Cuzco. O governo declarou estado de emergência na área, e equipes de resgate estão usando helicópteros para tirar os cerca de 2.000 turistas do local.

"Houve uma avalanche que levou várias tendas e em uma delas estava a turista argentina", disse à Reuters por telefone Leylis Gutiérrez, do departamento de turismo de Cuzco.

A avalanche aconteceu na noite de segunda-feira sobre o acampamento dos turistas, na última parada, e a duas horas de chegar a pé a Machu Picchu, por meio da única trilha pelas montanhas, denominada Caminho do Inca, disse Gutiérrez.

Gutiérrez disse que outro deslizamento de terra e pedra aconteceu nesta terça-feira e matou um guia peruano que estava transitando pela trilha, a uma hora de chegar às ruínas incas, localizadas a 2.450 metros sobre o nível do mar e 1.100 quilômetros a sudeste da capital Lima.

O Instituto Nacional de Cultura do Peru confirmou em um comunicado as duas mortes e acrescentou que os deslizamentos deixaram também três argentinos feridos no Caminho do Inca.

Segundo o instituto, atualmente há 671 turistas nacionais e estrangeiros ao longo desta trilha que termina em Machu Picchu depois de uma caminhada de quatro dias.

O presidente da região de Cuzco, Hugo González, informou a morte de uma terceira pessoa nesta terça-feira logo depois de um outro deslizamento na região. O temporal já destruiu 1.000 residências, afirmou.

PROBLEMAS NO RESGATE

Cerca de 2.000 turistas continuavam presos na cidade de Aguas Calientes, aos pés da montanha onde se ergue Machu Picchu, devido ao corte das vias terrestres pelas chuvas fortes, que no fim de semana deixaram ao menos dois peruanos mortos na área --uma senhora e uma criança.

Machu Picchu é o principal destino turístico peruano, visitado por cerca de 1 milhão de pessoas por ano. Além do trem, a única forma de acesso à antiga cidadela inca é pela trilha nos Andes.

Somente um helicóptero da polícia nacional chegou nesta terça-feira ao estádio de futebol de Aguas Calientes e conseguiu retirar alguns turistas, na maioria idosos, mulheres e crianças. Cada viagem leva entre 20 e 30 pessoas.

O ministro peruano de Comércio e Turismo, Martín Perez, disse que as chuvas são as mais fortes na região em 15 anos. Ele afirmou que foram programados voos de até 10 helicópteros da polícia nacional, do Exército peruano e da embaixada dos Estados em Lima para ajudar nos trabalhos de resgate.

"Estamos fazendo o humanamente possível para retirar os turistas", afirmou Pérez à rádio local CPN, acrescentando que muito dependerá do clima para que helicópteros possam pousar na região.

Centenas de turistas foram recolhidos em uma entidade estatal em Aguas Calientes, que tem apenas dois banheiros, enquanto cresciam as reclamações devido à falta de alimentos, disse à Reuters uma funcionária local.

"Há muita descoordenação e as pessoas estão irritadas porque algumas delas estão aqui há vários dias", se queixou um turista estrangeiro a uma rádio de Lima.

Segundo especialistas, a retirada pode durar vários dias.

(Reportagem de Marco Aquino)

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