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01/02/2010 - 11h07

General israelense é repreendido por bombardeio em Gaza

Por Jeffrey Heller

JERUSALÉM (Reuters) - O principal oficial de campo do Exército israelense na guerra de Gaza foi repreendido por causa de um bombardeio contra uma área densamente povoada, que atingiu instalações da ONU, disseram militares na segunda-feira.

O general de brigada Eyal Eisenberg ainda dirige a divisão de Gaza do Exército. O coronel Ilan Malka, também punido pelo incidente, hoje dirige as operações militares na Cisjordânia, sob a mesma patente.

O capitão Barak Raz, porta-voz das forças israelenses, disse que a repreensão "entra no prontuário deles e irá aparecer em suas carreiras sempre que surgir uma promoção".

A ONU diz que algumas peças de artilharia que danificaram a sede da Unrwa, agência que presta assistência humanitária aos palestinos, em 15 de janeiro de 2009 continham fósforo branco, substância incendiária cujo uso é condenado por entidades de direitos humanos, mas é considerado legal por Israel.

Em resposta apresentada na sexta-feira a um relatório da ONU que acusava forças israelenses e combatentes palestinos de crimes de guerra em Gaza, Israel disse ter repreendido dois oficiais, mas não citou seus nomes num primeiro momento.

No documento enviado à ONU, Israel admitiu que houve "violação das regras de engajamento (em combate) que proíbem o uso de tal artilharia perto de áreas habitadas".

"Com base nessas conclusões, o comandante do Comando Sul disciplinou um general de brigada e um coronel por excederem sua autoridade de maneira a ameaçar a vida de terceiros".

As convenções internacionais autorizam o uso do fósforo branco em campos de batalha ou para criar cortinas de fumaça, mas limitam seu uso em áreas civis.

Israel já indenizou a ONU em 10,5 milhões de dólares por danos ocorridos durante a ofensiva em Gaza, entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009. Israel diz que os danos não foram propositais, pois os soldados estariam reagindo a disparos palestinos.

As forças israelenses realizaram a ofensiva com o objetivo declarado de impedir os militantes palestinos de fazerem disparos contra o território de Israel. Os combates mataram mais de 1.400 palestinos e 13 israelenses.

Israel havia boicotado a investigação da ONU, comandada pelo jurista sul-africano Richard Goldstone, e qualificou o relatório, divulgado em setembro, de tendencioso.

(Reportagem adicional de Dan Williams)

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