UOL Notícias Notícias
 

02/02/2010 - 12h02

Meirelles vê crédito e salários acima da tendência

Por Daniela Machado

SÃO PAULO, 2 de fevereiro (Reuters) - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta terça-feira que a massa salarial, o comércio e o crédito estão se expandindo "acima da tendência de longo prazo" no Brasil, mas avaliou que o crescimento da economia está "ancorado em bases sólidas".

A dois dias da divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), Meirelles evitou comentários diretos sobre inflação e nível do juro básico e destacou que o país tem uma estratégia de incentivar os investimentos.

"O Brasil deixou de ser o país dos desejos e passou a ser um país dos resultados. O Brasil está dando certo", afirmou em seminário do Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

Questionado por um empresário sobre como reduzir o juro ainda considerado alto do país, Meirelles citou que é preciso manter a política macroeconômica responsável e "não tentar dar passo maior que a perna."

"O fato de que a inflação está na meta, de que temos reservas, de que a dívida pública é cadente... isso tudo gera condições para juros menores", disse.

O que deve ser evitado, segundo ele, é partir de juros menores sem o cenário macroeconômico propício para isso. "Muitas vezes, no passado, tentamos fazer o contrário, partindo do resultado (almejado), e isso gera desequilíbrios."

INVESTIMENTOS

Meirelles também destacou que o país tem uma estratégia de incentivar os investimentos e citou o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nesse trabalho.

"O BNDES tem sido responsável pelo parque industrial brasileiro. O Brasil tem uma estratégia e o BNDES tem uma taxa básica menor (que a Selic)... Se calcularmos a taxa média (de juro do país), ela é menor do que parece à primeira vista."

Ele acrescentou que, diferentemente do ano passado, quando o consumo esteve à frente da recuperação da economia, a liderança agora passa a ser do investimento.

Questionado por jornalistas se o ritmo da recuperação estaria gerando pressão inflacionária, Meirelles evitou comentar e disse que todas as ponderações do BC sobre isso estarão na ata da reunião do Copom, que será divulgada na quinta-feira.

Meirelles também não comentou o desempenho da produção industrial, divulgado nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dizendo apenas que é preciso "abrir" os dados e que o BC não toma decisões baseado em um só relatório.

Para ler comentários de Meirelles sobre política, clique

(Edição de Vanessa Stelzer)

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -1,03
    3,146
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,09
    68.714,66
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host