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03/02/2010 - 20h03

Obama prioriza biocombustíveis e carvão "limpo"

Por Jeff Mason e Timothy Gardner

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou na quarta-feira novas medidas para a redução das emissões de gases do efeito estufa, enfatizando a tecnologia de "carvão limpo", em mais uma tentativa de manter a questão climática no topo da agenda política norte-americana.

O governo também apresentou uma estratégia preliminar para estimular a produção de biocombustíveis, como forma de diminuir a dependência energética do país, mas mantendo o equilíbrio com relação aos custos ambientais do combustível produzido a partir de grãos.

As medidas são parte de um esforço de Obama para conquistar mais votos no Congresso para o projeto de lei climático que se encontra parado no Senado, e que irá estimular a produção de energia limpa, com pouca emissão de carbono, reduzindo a dependência dos EUA em relação ao petróleo importado.

"Hoje estou anunciando uma força-tarefa para a captura e armazenamento de carbono, que será encarregada (...) de entender como podemos mobilizar a formidável tecnologia de carvão limpo", disse Obama na Casa Branca, citando a meta de disseminar essa técnica dentro dos próximos dez anos.

"Queremos ter até dez projetos de demonstração comercial - tê-los funcionando até 2016."

O termo "captura e armazenamento" diz respeito à técnica, ainda em fase de estudos, para recolher as emissões das usinas a carvão e enterrá-las antes que cheguem à atmosfera.

BIOCOMBUSTÍVEIS

A estratégia para os biocombustíveis, que também visa à criação de postos de trabalho nos EUA, onde o desemprego supera os 10 por cento, consta em um relatório do Grupo de Trabalho Interagências para os Biocombustíveis, órgão criado pelo presidente para estimular investimentos em biocombustíveis e tornar o setor ambientalmente mais responsável.

O objetivo é simples: deixar o país em condições de cumprir a meta adotada pelo Congresso de produzir 136 bilhões de litros de biocombustíveis por ano até 2022.

"Esta é uma meta substancial, mas que os EUA podem alcançar ou superar. Entretanto, o desempenho passado e as atividades de sempre não vão nos levar até lá", disse o relatório.

Os EUA estão longe dessa meta agora, produzindo anualmente cerca de 45 bilhões de litros por ano, a maior parte de etanol de milho.

O relatório oferece soluções que iriam resolver problemas no transporte do etanol de produtores no Meio-Oeste para os consumidores das populosas regiões costeiras dos EUA.

Os postos de gasolina, por exemplo, têm demorado a adotar bombas específicas para a distribuição do combustível chamado E85, composto majoritariamente de etanol. Além disso, faltam dutos destinados aos biocombustíveis.

Outro fator citado pelo relatório é que garantias de empréstimos para usinas de álcool deveriam ser direcionadas mais efetivamente para o apoio a novas usinas de biocombustíveis.

O relatório afirma que os Departamentos de Agricultura e Energia e a Agência de Proteção Ambiental irão trabalhar juntos para criar uma cadeia de abastecimento regional que garanta que o mercado dos biocombustíveis se fortaleça em todo o país.

(Reportagem adicional de Tom Doggett)

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