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05/02/2010 - 09h58

Ban põe em dúvida investigação sobre crimes de guerra em Gaza

Por Louis Charbonneau

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, duvidou na quinta-feira da credibilidade das investigações israelenses e palestinas sobre eventuais crimes de guerra cometidos durante a guerra de 2008/09 na Faixa de Gaza.

Numa mensagem de tom cauteloso à Assembleia Geral, Ban admitiu que Israel e a Autoridade Palestina estão avaliando o comportamento de seus respectivos combatentes, conforme solicitou uma resolução aprovada em novembro pela Assembleia, instância que reúne todos os 192 países da ONU.

Mas Ban preferiu não se manifestar sobre se os inquéritos têm caráter "independente, crível e em conformidade com os padrões internacionais".

"Nenhuma determinação pode ser feita sobre a implementação da resolução pelas partes envolvidas", disse Ban na carta que acompanha documentos relativos às investigações que lhes foram entregues por israelenses e palestinos.

Um diplomata ocidental descreveu a carta de Ban como "impassível e regimental". Não está claro se e o que a Assembleia Geral fará em resposta.

Mais de 1.400 palestinos e 13 israelenses morreram na ação militar lançada por Israel para tentar impedir os militantes de Gaza de dispararem foguetes contra o seu território.

Críticos acusaram Israel de usar uma força excessiva e desproporcional, enquanto o Estado judeu culpou os militantes por se esconderem entre civis.

A resolução da Assembleia Geral era uma resposta a um relatório da ONU, de setembro, que refletia uma investigação do jurista sul-africano Richard Goldstone sobre o conflito.

Aquele relatório acusava israelenses e palestinos de crimes de guerra, mas dava mais ênfase aos abusos israelenses. Dizia também que, se Israel não investigasse apropriadamente os incidentes, o caso deveria ser levado ao Tribunal Penal Internacional de Haia.

Tanto Israel quanto o grupo islâmico Hamas, que governa Gaza, negam responsabilidade pelos crimes de guerra.

"Pedi a todas as partes que realizem investigações domésticas críveis", escreveu Ban na carta. "Espero que tais passos sejam dados onde quer que haja acusações críveis de abusos aos direitos humanos."

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