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05/02/2010 - 12h53

EUA demitem em janeiro, mas taxa de desemprego cai a 9,7%

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - Os empregadores norte-americanos cortaram 20 mil empregos em janeiro, mas a taxa de desemprego surpreendeu ao cair à mínima em cinco meses, de 9,7 por cento, de acordo com um relatório do governo dos Estados Unidos divulgado nesta sexta-feira que indicou alguma melhora no mercado de trabalho do país.

O Departamento de Trabalho também informou que foram cortados 150 mil empregos em dezembro, ante 85 mil anteriormente divulgados, mas o número de novembro foi revisado para a criação de 64 mil empregos, bem mais que os 4 mil divulgados inicialmente.

A previsão de analistas ouvidos pela Reuters era de criação de 5 mil empregos em janeiro e taxa de desemprego a 10,1 por cento.

"Isso mostra que, no fim das contas, estamos vendo uma melhora lenta no mercado de trabalho. Há alguns sinais encorajadores no relatório... mas não foi bom o bastante para já nos colocar em território positivo", afirmou Boris Schlossberg, diretor da área de câmbio no GFT Forex, em Nova York.

As revisões anuais mostraram que a economia dos EUA fechou 8,4 milhões de empregos desde o início da recessão, em dezembro de 2007.

Um forte aumento no número de pessoas desistindo de procurar trabalho ajudou a reduzir a taxa de desemprego. O número de pessoas desestimuladas subiu para 1,1 milhão em janeiro, frente a 734 mil um ano atrás.

Com os norte-americanos cada vez mais aflitos com o alto nível de desemprego, o presidente Barack Obama declarou que a geração de empregos será sua priorodade em 2010.

Os democratas temem que os eleitores possam punir o partido nas eleições parlamentares de novembro se o governo fracassar em combater o desemprego.

Os mercados financeiros ficaram nervosos com a perspectiva de o desemprego nos EUA permanecer alto por muito tempo. A economia retomou o crescimento na segunda metade de 2009, e a melhora do mercado de trabalho é crucial para uma recuperação econômica sustentável criar raízes.

A economia norte-americana cresceu 5,7 por cento no quarto trimetre do ano passado, a maior expansão em seis anos.

Apesar de o corte de empregos em meses anteriores terem sido maiores que o esperado, detalhes do relatório de janeiro sustentam a perspectiva de que o banho de sangue parou.

SETORES

No mês passado, o setor de serviços criou 40 mil empregos após cortar 96 mil postos de trabalho. O número inclui um aumento no nível de emprego do governo federal, em parte como resultado da contratação de funcionários para o censo de 2010.

O número de empregos temporários subiu em 52 mil.

Os empregos no setor manufatureiro subiram em 11 mil no mês passado, o primeiro aumento desde janeiro de 2007, depois de cair em 23 mil em dezembro.

Mas o setor de construção continua a enfrentar dificuldades, perdendo 75 mil empregos, provavelmente por causa do clima frio. O número de postos de trabalho na construção havia caído 32 mil em dezembro.

Em outro sinal de melhora no mercado de trabalho, a semana de trabalho média subiu inesperadamente para 33,3 horas, o maior nível em um ano, frente a 33,2 horas em dezembro.

Os ganhos médios totais por hora trabalhada subiram para 18,89 dólares, ante 18,84 dólares em dezembro.

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