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08/02/2010 - 20h09

Haiti se inspira em cidade colombiana para reconstruir capital

BOGOTÁ (Reuters) - O ministro haitiano do Interior visitou nesta segunda-feira uma cidade colombiana reconstruída após um terremoto de 1999, vendo experiências que podem ser replicadas em Porto Príncipe depois do tremor que matou mais de 200 mil pessoas no mês passado, deixando mais de 1 milhão de desabrigados, que dormem ao relento ou em acampamentos improvisados.

O ministro Paul Antoine Bien-Aimé esteve na localidade de Armenia, na região cafeeira da Colômbia, onde há uma década um terremoto matou pelo menos 1.200 pessoas, deixou dezenas de milhares de desabrigados e destruiu 65 por cento dos imóveis.

Por causa do sismo, a Colômbia definiu um modelo de reconstrução envolvendo a criação de um órgão público chamado Forec para melhor coordenar e canalizar a ajuda internacional, estatal e privada.

"O que estamos propondo é uma espécie de Forec internacional em que a reconstrução possa ser realizada como o povo haitiano quiser, mas com cada país tendo uma responsabilidade sob um plano geral", disse o ministro colombiano do Interior, Fabio Valencia, acompanhando o colega haitiano na visita.

O programa colombiano Forec já foi premiado pela Organização das Nações Unidas (ONU), e pode inspirar o Haiti num momento em que o país discute como ajudar os desabrigados antes do início da estação de chuvas, em março.

Bien-Aimé disse que o governo, cumprindo um plano em três etapas, irá transferir parte dos desabrigados para fora da capital e ajudará outros a ficarem perto das ruínas das suas casas ou de abrigos provisórios.

"Vamos deslocar uma parte da população que está atualmente vivendo nas ruas da capital", disse o ministro. "Em segundo lugar, vamos ajudar as pessoas em albergues temporários para que possam se proteger da chuva, e terceiro ajudaremos as pessoas a ficarem nos seus bairros, nos abrigos onde estão agora."

O terremoto destruiu o Palácio Presidencial, o Congresso e vários ministérios haitianos, e muita gente questiona se não seria o caso de transferir a capital para uma área geologicamente mais segura.

O ministro disse que nenhuma decisão foi tomada por enquanto. "Sabemos que vamos esvaziar Porto Príncipe parcialmente e levar as pessoas para outras áreas. Mas não podemos dizer que vamos transferir a capital completamente."

(Reportagem de Patrick Markey)

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