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09/02/2010 - 16h35

Unasul oferece US$300 milhões para reconstrução do Haiti

Por Alexandra Valencia

QUITO (Reuters) - Governantes da América do Sul decidiram na terça-feira criar um fundo de aproximadamente 300 milhões de dólares para ajudar em médio prazo na reconstrução do Haiti, num processo a ser liderado pelo governo do próprio país, devastado por um terremoto em janeiro.

A cúpula em Quito, com a presença de 4 dos 12 presidentes do Unasul (União Sul-Americana de Nações), marcou a retomada dos contatos entre os presidentes do Equador e da Colômbia, depois de um rompimento de relações em 2008.

O presidente haitiano, René Préval, participou do evento como convidado especial e disse que as principais necessidades do seu país são nos setores de infraestrutura, saúde e desenvolvimento agrícola.

Os líderes da Unasul decidiram pedir um crédito de 200 milhões de dólares ao Banco Interamericano de Desenvolvimento para investir nessas áreas. O BID já deu seu aval a esse empréstimo, que seria pago pelos países membros do grupo regional durante cerca de 20 anos.

Além disso, os países criariam um fundo adicional de cerca de 100 milhões de dólares, com contribuições de cada governo, conforme um mecanismo ainda por ser definido.

"Estamos dispostos a prestar nossa ajuda sem nenhuma contrapartida", disse o presidente colombiano, Álvaro Uribe, na sua primeira visita ao Equador desde o rompimento de relações bilaterais, em 2008.

Paralelamente, o Peru ofereceu 10 milhões de dólares em doações para a construção de escolas e redes de água nas zonas mais afetadas pelo terremoto, que deixou mais de 200 mil mortos.

"Uma primeira conclusão é que (a ajuda) deve ser através do governo do Haiti, fortalecendo as instituições do Estado", disse o presidente anfitrião, Rafael Correa, ao encerrar a cúpula.

A tragédia do Haiti fez com que fossem deixadas de lado as divergências que existem entre alguns presidentes latino-americanos, pois a reunião conseguiu uni-los no debate em torno da ajuda humanitária.

Havia grande expectativa para o encontro entre Correa e Uribe, rompidos desde o bombardeio colombiano contra um acampamento guerrilheiro no território do Equador, há cerca de dois anos. Os dois governos vêm dando sinais de interesse numa reaproximação.

Outro encontro esperado, entre Uribe e o venezuelano Hugo Chávez, não ocorreu, já que Chávez faltou à cúpula devido a problemas no seu país. Os dois governos estão rompidos por causa das críticas de Caracas a um recente acordo militar de Bogotá com Washington.

Uribe evitou dar declarações à imprensa.

(Com a colaboração de José Llangarí e Santiago Silva)

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