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10/02/2010 - 11h05

Haiti está seguro, mas fuga de presos preocupa, diz ONU

Por Jim Loney

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - O principal funcionário da ONU no Haiti pediu na terça-feira à população que denuncie os milhares de criminosos que fugiram de prisões aproveitando o terremoto de janeiro, mas disse que a situação no país é estável.

As autoridades dizem que cerca de 5.000 prisioneiros escaparam da Penitenciária Nacional e de outras cadeias no dia do terremoto, que derrubou centenas de edifícios em Porto Príncipe, a capital.

Muitos dos fugitivos teriam se refugiado em Cité Soleil, uma favela à beira-mar, onde estariam tentando recuperar o domínio, sendo vistos ostensivamente com armas que provavelmente pegaram de carcereiros durante a fuga.

"Posso dizer que a situação de segurança em Porto Príncipe e em todo o país é globalmente estável", disse a jornalistas Edmond Mulet, diretor interino da Minustah (missão de paz da ONU no Haiti)

"Eu gostaria de fazer um apelo ao povo para denunciar os criminosos que deixaram as prisões", disse Mulet. "Eles estão na rua. Sabemos que estamos secretamente se reorganizando. Temos de procurá-los antes que ajam."

O Brasil comanda uma operação militar da ONU com milhares de soldados, enviada ao Haiti em 2004 depois de turbulências políticas. Milhares de reforços foram enviados pelos EUA por causa do terremoto.

Dos 3.000 fugitivos da Penitenciária Nacional, muitos são integrantes de quadrilhas ligadas ao tráfico de armas e drogas na Cité Soleil, maior favela haitiana, onde os blocos de cimento das casas ainda guardam cicatrizes dos confrontos entre grupos criminosos e soldados da força de paz.

A restauração da paz na Cité Soleil era um dos feitos incontestes do presidente René Préval desde sua posse, em 2006, e turbulências na favela podem afetar os esforços de preservação da segurança no Haiti depois do terremoto de 12 de janeiro, que segundo o governo matou 212 mil pessoas e deixou mais de 1 milhão de desabrigados.

No caos pós-terremoto, muitos prontuários judiciais foram destruídos. Na terça-feira, o primeiro-ministro Jean-Max Bellerive disse que "até agora, o Haiti é um país seguro", apesar das fugas carcerárias.

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