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11/02/2010 - 09h39

Biden alerta para atentados pequenos e violentos da Al Qaeda

WASHINGTON (Reuters) - O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse na quarta-feira que a Al Qaeda avança no sentido de atentados menores, mas "devastadoramente assustadores", e dificilmente repetirá um ataque com as dimensões do de 11 de setembro de 2001.

Em entrevista ao programa "Larry King Live", na CNN, Biden afirmou ainda que a situação no Paquistão o preocupa mais do que a no Iraque, Irã e Afeganistão.

"É um país grande, tem armas nucleares capazes de serem empregadas, tem uma minoria realmente significativa de população radicalizada, não é uma democracia completamente funcional... Então, é a minha principal preocupação."

Biden, que foi presidente e democrata de mais alto escalão no Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA, disse que o programa nuclear iraniano é uma "preocupação real".

"Se eles continuarem no caminho das armas nucleares e forem capazes de obterem uma capacidade mesmo que módica, então me preocupo sobre... que pressão isso coloca sobre a Arábia Saudita, o Egito, a Turquia... Adquirir armas nucleares é muito desestabilizador", afirmou.

Recentemente, diretores de serviços de inteligência dos EUA disseram ao Congresso que a Al Qaeda certamente tentará cometer novos atentados nos próximos meses, mas Biden declarou que eles provavelmente serão de pequena escala.

"A ideia de haver um ataque enorme nos Estados Unidos como o 11 de setembro é improvável, na minha opinião", afirmou. "Se você vê o que está acontecendo, particularmente com a Al Qaeda na Península Árabe, eles decidiram se mover na direção de ataques muito menores, mas devastadoramente assustadores."

Um exemplo desses ataques seria o frustrado atentado aéreo do dia de Natal em um voo Amsterdã-Detroit, em que um nigeriano foi detido quando tentava acionar explosivos na cueca.

O vice de Barack Obama manifestou otimismo a respeito do Iraque, dizendo que pode acabar sendo "um dos grandes feitos desta administração".

"Vocês verão 90 mil soldados americanos virem marchando para casa ao final do verão (no hemisfério Norte)", disse. "Vocês verão um governo estável no Iraque, que está na verdade avançando para um governo representativo."

Ele contou que já foi 17 vezes ao Iraque, em geral a cada dois ou três meses. "Impressionou-me. Fiquei impressionado por como eles têm decidido usar o processo político em vez das armas para resolver suas diferenças."

(Reportagem de David Alexander)

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