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11/02/2010 - 12h13

Pedidos de auxílio-desemprego recuam nos EUA

WASHINGTON (Reuters) - Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos recuaram na semana passada, mostrou um relatório do governo norte-americano nesta quinta-feira, revertendo uma alta recente que gerou temores sobre uma nova fraqueza no mercado de trabalho do país.

Os pedidos de benefícios por desemprego ao governo caíram em 43 mil, para um número sazonalmente ajustado de 440 mil, na semana encerrada em 6 de fevereiro, ante dado revisado de 483 mil na semana anterior.

Analistas ouvidos pela Reuters esperavam a divulgação de 465 mil pedidos iniciais pelo auxílio.

Os dados da semana anterior tinham sido anteriormente divulgados como 480 mil, uma leitura inesperadamente alta que foi culpada, em parte, pelo acúmulo de solicitações na temporada de festas.

Uma autoridade do Departamento do Trabalho dos EUA disse que, com esse último relatório, o acúmulo administrativo foi eliminado.

"No geral, nós estamos retomando um nível normal, com todos os estados divulgando um nível de base apropriado", disse a autoridade.

A média móvel de quatro semanas, que reduz as oscilações entre uma semana e outra, caiu em 1 mil, para 468.500.

Os investidores estão atentos para a quantidade de pedidos de auxílio-desemprego, procurando por provas de que a economia está perto de gerar empregos novamente. Com a exceção de novembro de 2009, o emprego nos EUA caiu em todos os meses desde que a recessão começou, em dezembro de 2007.

Isso aumentou a pressão política sobre o presidente Barack Obama, que viu sua popularidade cair com o aumento da taxa de desemprego para o maior nível em 26 anos.

Em um relatório econômico divulgado mais cedo nesta quinta-feira, a Casa Branca disse que espera a volta da criação de empregos neste ano, mesmo que a taxa de desemprego caia lentamente. O governo norte-americano também se disse preocupado com o grande número de pessoas sem trabalho por um período prolongado.

O relatório do Departamento do Trabalho mostrou que o número de pessoas pedindo auxílio-desemprego após uma semana inicial de benefícios caiu para 4,54 milhões na semana terminada em 30 de janeiro, o menor número em 13 meses. Porém, essa leitura é um pouco distorcida porque muitas pessoas saíram da contagem por terem esgotado seus benefícios, e não por terem encontrado emprego.

(Reportagem de Emily Kaiser)

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