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12/02/2010 - 11h56

Alemanha para, Itália retrai e atrapalham zona do euro

Por Brian Love

PARIS, 12 de fevereiro (Reuters) - A recuperação pós-recessão na zona do euro encontrou um obstáculo no quarto trimestre de 2009, quando a economia alemã estagnou e a Itália voltou a se retrair.

O Produto Interno Bruto (PIB) da região formada por 16 países cresceu apenas 0,1 por cento no quarto trimestre sobre os três meses imediatamente anteriores, abaixo da previsão do mercado de 0,3 por cento e da expansão de 0,4 por cento no terceiro trimestre. Em 2009 como um todo, a economia da zona do euro retraiu-se 4 por cento.

"Embora não esperemos que a zona do euro volte à recessão, o crescimento de apenas 0,1 por cento ressalta o fato de que a região ainda enfrenta condições econômicas e financeiras desafiadoras", disse Howard Archer, do IHS Global Insight.

O PIB da Alemanha, maior economia da região, ficou estável no quarto trimestre na comparação com o terceiro, após dois trimestres seguidos de expansão que colocaram fim a uma longa recessão. Analistas previam alta de 0,2 por cento.

A performance da Itália, a terceira maior economia, foi ainda pior, com retração de 0,2 por cento, ante expectativa do mercado de expansão de 0,1 por cento.

Já a França, segunda potência da zona do euro, teve um crescimento de 0,6 por cento.

A Alemanha é amplamente dependente das exportações, enquanto o desempenho francês no trimestre foi impulsionado pelo gasto do consumidor.

A Espanha, quarta maior economia, que foi duramente atingida pelo colapso do "boom" imobiliário, permaneceu na recessão, com queda de 0,1 por cento no quarto trimestre.

PERSPECTIVA RUIM PARA DÍVIDA

"O motor do crescimento da zona do euro fez uma pausa no quarto trimestre, mas deve voltar a funcionar em breve", afirmou Carsten Brzeski, economista do banco ING. "Os números de hoje, no entanto, são um bom lembrete de que a recuperação pode ser não só irregular como também caprichosa."

Parte do problema da Europa é que a região precisa de um crescimento relativamente forte para ajudar a limitar o salto da dívida resultante da recessão entre 2008 e 2009.

Os dados desta sexta-feira mostraram ainda que a economia estagnou também em Portugal e que a recessão na Grécia se aprofundou, com uma queda do PIB de 0,8 por cento no quarto trimestre, ante recuo de 0,5 por cento no terceiro.

Portugal, assim como Espanha, está tentando controlar sua dívida para evitar ter os mesmos problemas que a Grécia vem enfrentando devido a seu elevado déficit e que levaram o país a ser o primeiro da zona do euro a pedir apoio dos demais membros nos 11 anos de história do bloco.

O aprofundamento da recessão grega torna mais difíceis os planos de reduzir seu déficit.

FRANÇA

Na França, a crise global levou a um recuo do PIB de 2,2 por cento em 2009, comparado a uma retração de 5 por cento na Alemanha.

O fim do ano para a França ficou ligeiramente melhor que o esperado, impulsionado por um aumento de 0,9 por cento no consumo das famílias no quarto trimestre sobre o terceiro. Isso ajudou a contrabalançar a queda de 1,2 por cento dos investimentos.

Na Alemanha, quedas no investimento e no consumo contrabalançaram um comércio exterior mais firme no trimestre.

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