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12/02/2010 - 11h20

China pressiona EUA a cancelar reunião entre Obama e Dalai Lama

Por David Stanway e Matt Spetalnick

PEQUIM/WASHINGTON (Reuters) - A China exortou os Estados Unidos nesta sexta-feira a cancelar o encontro do presidente Barack Obama com o Dalai Lama na próxima semana, um novo capítulo na nas já tensas relações sino-americanas.

A Casa Branca disse nesta quinta-feira que Obama se encontraria com o líder espiritual tibetano no dia 18 de fevereiro, apesar das repetidas advertências da China de que a reunião prejudicaria os laços entre os países.

"A China se opõe firmemente à visita do Dalai Lama aos Estados Unidos e a contatos de líderes dos EUA com ele", disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, segundo a agência oficial de notícias Xinhua.

Tensões com Washington surgiram sobre diversos assuntos, desde comércio a moedas e o plano dos EUA de venderem 6,4 bilhões de dólares em armas para Taiwan, ilha que a China considera uma província ilegitimamente independente.

A China prometeu na semana passada que iria impor sanções não especificadas contra empresas dos EUA que vendem armas em Taiwan e restringir contratos militares.

Altos oficiais do Exército chinês propuseram que seu país aumentasse gastos em defesa e possivelmente vendesse alguns títulos dos EUA para punir Washington pelas últimas propostas de vendas ao Taiwan.

Apesar disso, autoridades dos EUA disseram na quinta-feira que Pequim havia autorizado a visita de um porta-aviões norte-americano, o USS Nimitz, a Hong Kong na próxima semana, uma aparente concessão da China.

Nesse contexto, o encontro com o Dalai Lama, que já vem sendo planejado há bastante tempo, atiça a ira de Pequim. O governo chinês considera o líder espiritual exilado um separatista perigoso responsável por gerar tumulto no Tibet.

"Pedimos que o lado dos EUA compreenda integralmente a alta sensibilidade dos assuntos relacionados ao Tibet, honre seu compromisso para reconhecer o Tibet como parte da China e se oponha contra a independência do Tibet", disse Ma.

O porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs já havia deixado claro que os EUA iriam ignorar a oposição chinesa.

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