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18/02/2010 - 14h07

Com rumores de renúncia, Octávio quer ser "facilitador" no DF

BRASÍLIA (Reuters) - Em meio à expectativa de que renuncie, o governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), afirmou nesta quinta-feira, por meio de sua assessoria de imprensa, que não deixará o cargo.

Octávio, que tem enfrentado dificuldades para compor um governo de coalizão e evitar a intervenção federal no DF pedida pela Procuradoria-Geral da República, reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta manhã.

"Quero ser um facilitador. Irei persistir nessa direção apenas e tão somente enquanto me sentir útil como um fator positivo na superação dos inúmeros obstáculos", destacou Octávio em uma carta entregue a Lula.

Segundo o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que participou do encontro, Lula disse ao governador em exercício do DF que pretende estender a auditoria dos recursos repassados pela União ao governo local.

"O governador Paulo Octávio comunicou ao presidente que está num processo interno de avaliação, conversou obviamente com a sua equipe do GDF, obviamente com a Câmara Legislativa e que pensa... uma das alternativas é a renúncia", contou Padilha.

"O presidente afirmou que é uma decisão de foro íntimo e disse que neste momento o governo federal aguarda a decisão da Justiça", acrescentou.

Octávio assumiu o governo na semana passada, em meio a um escândalo de suposto pagamento de propinas que levou o governador José Roberto Arruda a se licenciar do cargo quando teve sua prisão preventiva decretada.

O governador em exercício também é pressionado por seu partido. O líder do Democratas no Senado, José Agripino Maia (RN), sugeriu ao correligionário que abdicasse do governo do Distrito Federal. O senador evitou revelar a resposta de Octávio à recomendação.

"Há uma diferença grande entre as acusações que são postas ao governador afastado e o vice-governador, mas não dá para dissociar uma coisa da outra. Então, a renúncia é recomendável. A dissolução do diretório (regional) se impõe e a o processo de expulsão será dado a um relator que analisará os fatos", comentou Agripino.

Ameaçado de expulsão, Arruda decidiu se desfiliar do partido no dia 10 de dezembro.

"Como ele (Octávio) também tem uma série de indícios contra ele, não tem condições de ficar no partido", disse à Reuters o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), um dos principais defensores da expulsão.

Arruda está preso na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal desde a quarta-feira da semana passada, quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decretou sua prisão preventiva. Ele é citado por tentar corromper uma testemunha.

O Supremo Tribunal Federal decidirá se mantém o governador afastado na prisão e se atende ao pedido de intervenção federal feito pela Procuradoria-Geral da República.

Nesta quinta, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou o pedido de abertura do processo de impeachment contra Arruda.

(Reportagem de Fernando Exman e Maria Carolina Marcello)

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