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18/02/2010 - 16h10

SAIBA MAIS-Fusões e aquisições na indústria de etanol do Brasil

SÃO PAULO (Reuters) - Fusões e aquisições ganharam força no setor de açúcar e etanol do Brasil desde o momento em que a crise de crédito de 2008 dificultou as finanças de usinas que estavam muito alavancadas.

A ETH anunciou nesta quinta-feira a compra da Brenco para criar uma das maiores produtoras de etanol do mundo. O conglomerado Odebrecht e a trading japonesa Sojitz, acionistas da ETH, vão deter 65 por cento de participação na empresa resultante, que vai manter o nome ETH Bioenergia. Os acionistas da Brenco ficarão com 35 por cento.

Veja a seguir mais informações sobre as últimas aquisições e fusões na indústria de etanol do Brasil:

* Em 1o de fevereiro, a Cosan, maior empresa do setor sucroalcooleiro no Brasil, anunciou negociações com a Shell para a formação de uma joint-venture avaliada em 12 bilhões de dólares que vai reunir sob um mesmo teto operações de açúcar, etanol, distribuição de combustíveis e pesquisa.

O memorando prevê negociações exclusivas por 180 dias para a formação da joint-venture, que também incluirá a participação da petrolífera em empresas de pesquisa e desenvolvimento a partir da biomassa.

* Em 24 de dezembro, a companhia norte-americana Bunge Ltd anunciou acordo para adquirir a produtora de açúcar e etanol Moema por 452 milhões de dólares em ações.

Posteriormente, a Bunge informou que pretende investir no setor parte dos recursos da venda, por 3,8 bilhões de dólares, de suas operações de fertilizantes para a Vale.

* Em 22 de dezembro do ano passado, a estatal brasileira Petrobras pagou 84 milhões de dólares por 40,4 por cento de participação na usina de etanol Total Agroindustria Canavieira.

A Petrobras planeja comprar mais usinas de etanol em 2010, como parte de um plano para aumentar a produção para 3,9 bilhões de litros até 2013.

* Em 11 de novembro de 2009 a maior refinaria de açúcar da Índia, a Shree Renuka Sugars, informou que comprou a produtora brasileira de açúcar e etanol Vale do Ivaí, por 82 milhões de dólares.

* A unidade brasileira do grupo de commodities francês Louis Dreyfus anunciou em outubro de 2009 a aquisição da Santelisa Vale para criar a segunda maior processadora de cana do mundo.

A nova joint venture, chamada de LDC-SEV, vai controlar 13 unidades de açúcar e etanol e possui uma capacidade anual de moagem de 40 milhões de toneladas de cana.

A Santelisa Vale havia surgido a partir da fusão entre a Santa Elisa e a Vale do Rosário, dois grupos pioneiros na moagem de cana.

* A investidora em biocombustveis Clean Energy Brazil vendeu 49 por cento de suas participações na Usaciga por 8,7 milhões de dólares --muito abaixo do seu investimento inicial-- após o acúmulo de dívidas da empresa mostrar ser uma carga muito pesada em um mercado complicado.

A companhia disse em setembro que a Usaciga acumulava dívidas de cerca de 185 milhões de dólares.

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