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20/02/2010 - 16h17

Sudão assina acordo com rebeldes MJI de Darfur

Por Andrew Heavens

KHARTOUM (Reuters) - O governo do Sudão assinou neste sábado um acordo com o grupo rebelde Movimento pela Justiça e pela Igualdade que ajudaria a resolver o conflito na região ocidental do país, disse o presidente Omar Hassan al-Bashir.

Ele não deu detalhes sobre o acordo mas representantes do MJI na capital do Chade, N'Djamena, disseram à Reuters que estavam prestes a assinar um "acordo preliminar" que não era um acordo de paz propriamente, mas que preparava os termos para negociações futuras.

Bashir disse num discurso na televisão estatal: "Hoje assinamos um acordo entre o governo e o MJI em N'Djamena, e em N'Djamena paramos a guerra em Darfur."

Bashir acrescentou que cancelaria sentenças de morte a prisioneiros do MJI e libertaria 30 por cento deles imediatamente. Mais de 100 homens foram sentenciados à morte por serem considerados culpados de fazer parte de um ataque do MJI a Khartoum em 2008.

Khartoum concordou com uma série de acordos de cessar-fogo durante os sete anos do conflito, mas alguns caíram por terra poucos dias depois de serem assinados e a desconfiança entre os dois lados continua aguda.

Negociações entre o MJI e Khartoum, realizadas no Catar, estão paradas há meses.

MELHORA DAS RELAÇÕES

Recentemente, contudo, houve um aumento da comunicação entre os dois lados, dizem analistas, à medida que as relações entre o Sudão e o Chade melhoram.

O Sudão e o Chade estão ambos preparando-se para eleições. Os dois países fizeram um acordo no começo deste mês para acabar com uma antiga guerra indireta é armada por facções rebeldes na fronteira que recebem armas dos estados em disputa.

O presidente do Chade, Idriss Deby, tem ligações étnicas com os líderes do MJI e muitos o acusam de apoiar o grupo rebelde.

O MJI e o Exército de Liberação do Sudão (ELS) tomaram armas contra o governo em 2003 acusando Khartoum de marginalizar a região ocidental do país.

O fundador da ELS Abdel Wahed Mohamed el-Nur, que tem forte apoio da população local marginalizada recusa-se a negociar com Khartoum e exige o fim da violência antes de abrir negociações.

As Nações Unidas estimam que 300 mil pessoas já morreram por causa da crise em Darfur nos últimos sete anos, mas o Sudão refuta esse número. O Tribunal Internacional Criminal em Haia já pediu a prisão de Bashir no ano passado por crimes de guerra e contra a humanidade na região.

(Reportagem de Andrew Heaven e Khaled Abdel Aziz)

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