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25/02/2010 - 18h22

EUA dizem não querer sanções que paralisem o Irã

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos disseram na quinta-feira que não têm o objetivo de impor sanções ao Irã que paralisem o país, mas que querem pressionar o governo iraniano a mudar o rumo de seu programa nuclear e, ao mesmo tempo, proteger a população comum.

"Não é nossa intenção impor sanções paralisadoras que tenham impacto significativo sobre o povo iraniano", disse a repórteres o porta-voz do Departamento de Estado P.J. Crowley. "Nossa intenção real é...encontrar maneiras de pressionar o governo e ao mesmo tempo proteger a população."

Potências ocidentais estão pressionando pela adoção pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas de uma quarta resolução impondo sanções ao Irã por seu programa nuclear, que os EUA acreditam ter por objetivo produzir uma arma nuclear. O Irã afirma que seu programa nuclear visa gerar eletricidade, para que ele possa exportar uma parte maior de seu petróleo e gás.

As potências ocidentais esperam que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, que têm poder de veto, mais a Alemanha, possam chegar a um acordo sobre o texto de uma resolução, que eles então submeteriam ao conselho inteiro.

Mas diplomatas dizem que, mesmo que os chamados países P5+1 consigam chegar a um acordo sobre uma resolução, esta pode enfrentar resistência por parte de alguns dos países que ocupam as vagas rotativas no Conselho de Segurança no momento, entre eles o Brasil.

Em um esforço para conseguir o apoio do Brasil, o Departamento de Estado disse que seu encarregado para o Irã, o subsecretário de Estado William Burns, vai viajar ao Brasil na sexta-feira, antes da visita ao país da secretária de Estado Hillary Clinton, na próxima semana.

"Vamos discutir com o Brasil a maneira de proceder em relação ao Irã", disse Crowley. "Estou certo de que o subsecretário Burns vai levar aos brasileiros as informações mais atualizadas sobre o processo P5+1 e que a secretária Clinton fará o mesmo nas reuniões que terá com o presidente e o ministro do Exterior brasileiros na próxima semana."

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