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01/03/2010 - 19h48

Cidade chilena tem saques e confrontos após terremoto

Por Mario Naranjo

CONCEPCIÓN (Reuters) - A cidade chilena de Concepción, devastada por um terremoto no fim de semana, ficou fora de controle na segunda-feira, sufocada por saques, roubos e confrontos, o que obrigou o governo a reforçar a presença militar.

Concepción, 500 quilômetros ao sul de Santiago, é a segunda maior cidade do Chile, com 670 mil habitantes. Ali, milhares de pessoas sem luz, água ou comida saquearam lojas, e alguns aproveitaram para levar também televisores e lavadoras.

"Não é aceitável o saque e a delinquência", disse a presidente Michelle Bachelet.

O governo impôs no domingo um toque de recolher em Concepción, o que não ocorria desde a ditadura de Augusto Pinochet (1973-90). Apesar disso, um supermercado foi incendiado na segunda-feira, e um grupo invadiu um quartel dos bombeiros em busca de gasolina e água, agredindo soldados e danificando instalações e veículos.

O terremoto de magnitude 8,8 na madrugada de sábado deixou mais de 700 mortos, além de prejuízos bilionários.

A prefeita Jacqueline van Rysselberghe disse que "os saqueadores estão mais organizados" e "ameaçam a cidade". Ela pediu ao governo o envio de mais soldados para tentar restaurar a ordem. A polícia lançou gás lacrimogêneo contra os saqueadores.

Desde a noite de domingo, os saques ocorrem também em residências, onde os moradores tentam se organizar para se defender. Num ambiente de guerra, duplas de militares se postam em cada esquina do centro da cidade.

Os policiais trocaram o uniforme tradicional por capacetes e coletes à prova de balas. Helicópteros sobrevoam a cidade, e dezenas de blindados começaram a desfilar pelas ruas.

As poucas pessoas com acesso à distribuição oficial de alimentos estavam sob escola policial para evitar roubos e agressões.

"A ajuda do governo tem sido lentíssima, muito lenta. Os militares só chegaram ontem, e isso não basta para controlar a situação. Os moradores de onde eu moro se organizaram para nos defender, porque estão saqueando casas", disse a professora Carolina Contreras, 36 anos.

A Marinha disse que 300 soldados começaram a chegar na segunda-feira para ajudar nas tarefas de segurança na cidade e no vizinho porto de Talcahuano.

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