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01/03/2010 - 16h26

Hillary oferece ajuda dos EUA para mediar polêmica entre Argentina e Reino Unido sobre as Malvinas

MONTEVIDÉU (Reuters) - A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse nesta segunda-feira que os Estados Unidos estão prontos para ajudar a Argentina e a Grã-Bretanha a resolver as novas tensões sobre as ilhas Malvinas, motivo de uma guerra entre os dois países em 1982.

"Iremos a Buenos Aires mais tarde hoje, estou animada para encontrar com a presidente (Cristina) Kirchner e discutir uma grande variedade de assuntos", disse Hillary em Montevidéu, onde participa da posse do novo presidente uruguaio, José Mujica.

"A nossa posição é que este é um assunto a ser resolvido entre o Reino Unido e a Argentina. Se nós pudermos dar alguma ajuda para facilitar tal esforço, estamos prontos para fazê-lo", afirmou.

A Argentina se opõe à exploração de petróleo por uma empresa britânica nas ilhas Malvinas, mas a Grã-Bretanha tem minimizado as reclamações.

A oferta de ajuda de Hillary ocorre no primeiro dia de sua viagem pela América Latina, que também inclui visitas ao Chile, Brasil, Costa Rica e Guatemala.

A Argentina, que reivindica a soberania das ilhas desde que a Grã-Bretanha estabeleceu seu regime no século 19, invadiu o território em 1982. Após uma guerra de dois meses, foi forçada a se retirar, mas ainda reivindica o arquipélago e afirma que a exploração da região pela empresa britânica Desire Petroleum é uma violação de soberania.

O Grupo do Rio de líderes latino-americanos emitiu um comunicado após reunião no mês passado no México apoiando as reivindicações argentinas de interrupção dos trabalhos nas Malvinas, e Cristina Kirchner disse que os países da região apóiam a Argentina na disputa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a questão deveria ser resolvida pela Organização das Nações Unidas.

Um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse na semana passada não esperar nenhum contato direto entre o premiê e a presidência da Argentina sobre o assunto e disse que a Grã-Bretanha não tem planos de uma resposta militar.

(Reportagem de Andrew Quinn)

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