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01/03/2010 - 15h58

Irã vai cooperar com AIEA e manter negociações, diz chanceler

GENEBRA (Reuters) - O Irã está preparado para prosseguir cooperando com a agência de energia atômica da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o programa nuclear do país, disse o ministro das Relações Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, na segunda-feira.

Mottaki disse numa entrevista coletiva em Genebra que não houve desvio nas atividades nucleares pacíficas de seu país e que Teerã via com bons olhos as negociações adicionais com as potências mundiais.

"Temos cooperado totalmente com a agência. Essa cooperação continuará", afirmou Mottaki, referindo-se à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), cujo conselho se reuniu em Viena na segunda-feira.

O novo diretor da AIEA, Yukiya Amano, e a diretoria da agência deveriam observar o histórico do Irã de cooperação para com a agência, que é completamente claro, afirmou o chanceler.

"Não há prova nem razão para ver desvio nas atividades nucleares pacíficas do Irã. Não há nenhum documento", acrescentou ele.

O Irã sempre recebeu bem as negociações e ainda mantém negociações com diferentes partes sobre a questão da permuta de combustível nuclear, afirmou Mottaki.

"A questão da troca é possível de ser colocada em prática. O acordo poderia ser fechado agora, mas a realização, o cumprimento da permuta, precisa de tempo", disse ele, falando em persa, ao lado de um intérprete. "Vinte por cento do enriquecimento de urânio leva tempo."

Numa carta à AIEA na semana passada, na primeira resposta oficial do país à proposta de troca de combustível feita pela agência, o Irã afirmou que preferiria simplesmente comprar o combustível, mas aceitaria uma troca simultânea dentro de seu território.

Isso seria inaceitável para os Estados Unidos e os aliados europeus, que esperam conseguir impor novas sanções nas próximas semanas depois de não conseguirem chegar a um acordo sobre a permuta de combustível.

Os países ocidentais temem que o Irã estoque urânio para enriquecê-lo a níveis capazes de serem usados em armas nucleares. O Irã diz que sua única finalidade com as usinas nucleares é gerar eletricidade e produzir isótopos para uso medicinal ou na agricultura.

No mês passado, o Irã anunciou o início do enriquecimento numa escala maior, que refinaria urânio a uma pureza de 20 por cento - o nível necessário para a conversão em placas de combustível para um reator de pesquisa em Teerã, que produz isótopos para pacientes com câncer.

Questionado sobre se temia ataques israelenses no Irã ou na Síria, Mottaki respondeu: "O regime sionista não está numa posição para de alguma forma travar outra guerra na região."

"Mas acreditamos que a natureza desse regime tem como base o terrorismo e a ocupação. Portanto, é possível que eles façam alguma loucura", afirmou ele.

(Reportagem de Stephanie Nebehay)

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