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02/03/2010 - 23h03

Chilenos acampam em aeroporto do Rio; voos são retomados

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Sem informações de familiares em cidades afetadas pelo terremoto do Chile e sem conseguir embarcar de volta para casa, turistas chilenos aguardavam nesta terça-feira acampados, no aeroporto Antônio Carlos Jobim, pela normalização dos voos para Santiago.

Dezenas de chilenos estão presos no aeroporto internacional do Rio desde domingo, quando os voos programados para decolar para Santiago foram cancelados devido ao fechamento do aeroporto da capital chilena como consequência do tremor que deixou ao menos 795 mortos.

Na noite desta terça-feira, as duas companhias brasileiras que operam voos para o Chile anunciaram a retomada parcial das operações para aquele país.

A Gol informou em comunicado que recebeu autorização dos órgãos aeronáuticos chilenos para operar um voo especial de São Paulo para Santiago nesta noite. Na quarta-feira, em outro voo especial, a empresa trará passageiros da capital chilena.

A TAM anunciou que um voo decolaria de Santiago rumo a São Paulo nesta noite, e para quarta-feira outros voos entre os dois países estão previstos.

"Assim que for permitido, a TAM também vai realizar voos extras de e para Santiago, com aeronaves de grande porte como B777, A330 e B767, a fim de atender todos os passageiros no menor prazo possível", disse a companhia em nota.

A LAN Chile informou em comunicado em seu site na Internet que as operações no aeroporto de Santiago foram retomadas por meio de instalações provisórias, e que um voo partirá do Rio para Santiago na quarta-feira.

NOITES NO AEROPORTO

Várias mulheres e crianças estão entre os chilenos que têm dormido no aeroporto. Os turistas reclamam da falta de apoio da companhia aérea LAN Chile que, segundo eles, não forneceu nenhuma tipo de ajuda e não tem cumprido com as promessas.

"São duas preocupações: primeiro voltar logo para casa e sair dessa situação, e depois procurar informações sobre os familiares com quem não conseguimos qualquer contato", disse à Reuters TV o turista chileno Antonio García, de 46 anos, que passou a noite dormindo no chão do aeroporto ao lado da filha.

Os chilenos reclamam também da falta de assistência do consulado do Chile, que não teria prestado ajuda. Segundo eles, alguns turistas voltaram para hotéis pagando do próprio bolso, mas a maioria não tem recursos para arcar com a hospedagem e permanece no aeroporto.

Uma bandeira do Chile foi erguida numa pilastra, onde também foram afixados cartazes escritos a mão pedindo a ajuda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, para levá-los de volta a seu país.

"A situação está caótica. A LAN não está cumprindo as promessas, eles dizem que podemos ir embora que vão nos chamar para embarcar, mas eles não chamam", reclamou Alvaro Diaz, de 30 anos, que tinha voo marcado para o Chile no domingo à tarde.

"Ainda não vimos nossos familiares e só acompanhamos a situação pela tevê. A maior preocupação agora é voltar logo para o nosso país e reencontrar a família", acrescentou.

O terremoto de magnitude 8,8 que atingiu o Chile na madrugada de sábado é um dos mais fortes que se tem registro nos últimos 100 anos. O tremor e tsunamis ocorridos na sequência mataram ao menos 763 pessoas e deixaram ao menos 500 mortos, de acordo com dados oficiais do governo.

(Reportagem Reuters TV; Texto de Pedro Fonseca, com reportagem adicional de Tatiana Ramil em São Paulo)

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