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04/03/2010 - 15h41

Aécio nega intenção de voltar à disputa presidencial

Por Fernando Exman

BELO HORIZONTE (Reuters) - O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, afirmou nesta quinta-feira que não cogita recolocar seu nome para a disputa presidencial no caso de seu colega paulista José Serra não vir a ser o candidato do PSDB.

"Isso não se cogita", respondeu Aécio ao ser perguntado se voltaria ao páreo no caso de desistência de Serra. "Esta questão não tem sido cogitada e eu sequer a cogito."

"Quando deixo a disputa presidencial não faço isso para que isso volte lá na frente", afirmou Aécio a jornalistas após a inauguração da nova sede administrativa do governo mineiro, da qual participou também Serra, entre outras autoridades.

Aécio também voltou a descartar a disputa como candidato a vice, decisão que inclusive já foi comunicada a Serra.

"É um cargo extremamente honroso, mas digo que não serei por uma razão absolutamente clara: eu ajudo mais estando em Minas Gerais e trabalhando para termos uma vitória em Minas Gerais", alegou. "Senado é a opção natural que eu tenho."

No entanto, ele deixou uma porta aberta. Durante seu discurso no evento, o público gritou, por várias vezes, "Aécio presidente".

Perguntado sobre a pressão que sofria tanto popular como em seu partido para disputar a Presidência ou ser vice, respondeu falando sobre suas convicções, mas admitiu que poderia revê-las.

"O homem público que não resiste às pressões não merece fazer política. Sou um homem de convicções. Tenho as minhas e, enquanto elas não se alterarem, eu sigo meu rumo. Se alguém, em determinado momento, me convencer do contrário, eu tenho que avaliar."

Ele aproveitou para demonstrar confiança na vitória de Serra, que ainda não assumiu publicamente sua pré-candidatura.

"Acredito que o governador Serra, no momento em que oficializar a sua candidatura, tem todas as condições de empreender um debate propositivo ao país e, com a sua história e trajetória, chegar à vitória", disse Aécio.

O governador mineiro prometeu ajudar o colega. Segundo Aécio, Serra é o nome que o PDSB tem "em melhores condições" de disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"(Serra) vai contar com o meu integral apoio aqui em Minas", destacou. "Serei aqui um soldado do meu partido, apoiando a candidatura do governador Serra no momento em que ela for oficializada."

COBRANÇAS E EXPECTATIVAS

Líderes do PSDB e do DEM reagiram às declarações de Aécio. Para o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), está claro que o partido tem duas posições: Serra será candidato a presidente e Aécio não será o vice.

Citado entre os possíveis ocupantes da vice na chapa a ser provavelmente encabeçada por Serra, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) cobrou mais assertividade do governador paulista.

Serra, que saiu do evento sem falar com a imprensa, ainda não anunciou publicamente sua candidatura.

"Todo o partido está de mãos atadas enquanto não há uma definição. Essa definição é urgentíssima, já está atrasada", disse o parlamentar.

Já integrantes do DEM, que vinham afirmando que o partido deveria ter o direito de indicar o vice se Aécio não aceitar a missão, sinalizam uma maior flexibilidade.

"Pode ser um quadro do DEM, o que é o mais recomendável, ou alguém que some mais que um democrata", disse o líder da sigla no Senado, José Agripino Maia (RN), complementando que o compromisso do partido é com a vitória da coligação no pleito.

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