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04/03/2010 - 09h54

Terra ainda treme e assusta o Chile

Por Mario Naranjo e Terry Wade

CONCEPCIÓN, Chile (Reuters) - Assustados por novos tremores fortes, moradores do litoral chileno acamparam nesta quinta-feira em morros para fugir de eventuais tsunamis, cinco dias depois de um dos piores terremotos em um século, que deixou mais de 800 mortos.

Emocionada, a presidente Michelle Bachelet, cujo mandato termina daqui a uma semana, pediu à população que pare de estocar mantimentos, enquanto a ajuda vai chegando às cidades afetadas pelo sismo e pelos tsunamis subsequentes.

Temendo a repetição do maremoto, as pessoas buscaram refúgio em lugares mais altos em Concepción, segunda maior cidade do Chile, que na noite de quarta-feira registrou um forte tremor secundário de magnitude 6,1.

O terremoto original destruiu pontes e rodovias, causou rachaduras em prédios modernos de Santiago, danificou tonéis nas famosas vinícolas chilenas e chegou a paralisar as vastas minas de cobre do Chile, maior produtor mundial do metal.

Depois da tragédia, a população saqueou supermercados e queimou algumas lojas. O saldo oficial de mortos é de 802, mas ainda há centenas de desaparecidos -- muitos vitimados pelos tsunamis.

Sem saber nadar, a chilena Bernardita Vives se tornou uma rara sobrevivente do tsunami. Ela havia ficado presa sob os escombros da sua casa, depois do terremoto, e foi arrastada pela onda gigante, mas conseguiu se agarrar a cabos elétricos.

"É incrível estar viva", disse a mulher, de 43 anos, que sofreu várias fraturas e escoriações. Cerca de 350 pessoas morreram em Constitución, onde ela vive.

Bachelet disse aos chilenos que há comida, água e energia suficiente para todos, e pediu calma depois da intervenção do Exército para prender saqueadores. Algumas regiões ainda estão sob toque de recolher.

Mesmo assim, alguns cidadãos de Constitución agarraram mercadorias que agora estão sendo vendidas ao triplo do preço.

A principal refinaria de petróleo do país foi seriamente danificada e pode passar um mês fechada, razão pela qual o Chile já começou a ampliar sua importação de combustíveis da Ásia e Estados Unidos. Outra refinaria importante pode voltar à ativa na semana que vem.

Economistas e analistas preveem uma rápida recuperação econômica do Chile, em parte porque o país tem reservas para se reerguer, e porque a interrupção nas minas de cobre foi breve.

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