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05/03/2010 - 21h34

Autoridades dos EUA lamentam confusão com vacina para H1N1

Por Maggie Fox

WASHINGTON (Reuters) - Primeiro as pessoas clamavam por vacinas contra o vírus H1N1, mas elas não eram suficientes. Quando as vacinas ficaram amplamente disponíveis, as pessoas já haviam perdido o interesse -- e, além disso, ninguém sabia quão imprevisível seria a produção delas --, relataram na sexta-feira autoridades participantes de uma conferência sobre gripe nos EUA.

De acordo com eles, mobilizar a população para ser vacinada foi um os maiores desafios durante a pandemia da gripe H1N1, popularmente conhecida como gripe suína.

"A verdade é que para esta pandemia tivemos o mais prolongado alerta possível para uma ameaça biológica em potencial," disse Nicole Lurie, diretora de preparativos do Departamento de Saúde. "E mesmo assim lamentamos o tempo que a vacina levou para ser feita."

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA estima que o H1N1 tenha matado cerca de 12 mil norte-americanos, ou talvez até 17 mil, além de levar a hospitalização de 250 mil.

Quando o surto foi detectado, em abril de 2009, as autoridades colocaram os fabricantes para desenvolverem uma vacina em questão de semanas, e anunciaram que metade da população norte-americana deveria ser rapidamente imunizada.

Na época, a secretária de Saúde, Kathleen Sebelius, afirmou que 250 milhões de doses haviam sido encomendadas e que qualquer norte-americano que desejasse poderia ser vacinado. Isso não aconteceu.

"Dissemos às pessoas que se preparassem para serem vacinadas em outubro, e então não aparecemos com a vacina," disse o secretário de Saúde do Texas, David Lakey.

Primeiro, os laboratórios tiveram dificuldades em cultivar o vírus. Depois, houve problemas para embalar e embarcar as vacinas. Em seguida, disseram especialistas no evento, outros empecilhos apareceram.

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças afirma que até 13 de fevereiro, quando a pandemia já perdia força nos EUA, apenas 97 milhões de doses (78 por cento do total entregue) haviam sido administradas a 86 milhões de pessoas.

"O máximo de vacina que embarcamos em uma semana foi 16 milhões de doses," disse Anne Schuchat, do Centro de Prevenção e Controle, na conferência. A previsão inicial era de 20 milhões de doses por semana.

"Nem toda a vacina do mundo irá funcionar se você não a entregar," disse Thomas Frieden, diretor da agência.

John Colmers, secretário de Saúde de Maryland, lamentou as previsões otimistas feitas de início sobre a distribuição da vacina. "Isso teve um efeito profundo sobre nossa capacidade de planejamento. A oferta não se equiparou à demanda. Tivemos muita demanda, não muita vacina, e depois tivemos muita vacina e não muita demanda."

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