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05/03/2010 - 14h23

Brown diz que guerra do Iraque foi justificada

Por Michael Holden e Keith Weir

LONDRES (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse na sexta-feira, em depoimento a um inquérito oficial sobre a invasão do Iraque em 2003, que ir à guerra foi a decisão correta e que ele providenciou os recursos financeiros necessários para a ação militar.

Comparecendo ao inquérito semanas antes de uma eleição, para discutir uma guerra que ainda é repudiada por muitos britânicos, Brown reconheceu os custos humanos do conflito, admitiu que foram cometidos erros, mas distanciou-se das decisões mais controversas.

"Ninguém quer partir para uma guerra, ninguém quer ver pessoas inocentes morrer, ninguém quer ver nossas forças postas em risco . Ninguém iria querer tomar essa decisão, exceto sob as mais graves das circunstâncias", disse ele no inquérito.

"Acredito que tomamos a decisão correta, pelas razões corretas."

Ministro das Finanças na época da invasão de 2003 liderada pelos Estados Unidos, Brown é a figura política mais destacada a depor diante do painel de cinco integrantes desde que seu antecessor, Tony Blair, deu um depoimento altamente divulgado, em janeiro.

Enquanto Blair foi criticado por afirmar que não se lamentava das decisões tomadas sobre a guerra, Gordon Brown, em sua declaração inicial, expressou pesar pelas mortes de militares britânicos e civis iraquianos.

Embora Brown tenha sido defensor muito menos declarado da guerra do que foi Blair, seus críticos, entre os quais estão altas figuras do governo e comandantes militares, o acusaram de não fornecer financiamento suficiente para equipar as tropas adequadamente.

Familiares de alguns dos 179 soldados britânicos mortos no Iraque disseram que isso levou a mortes desnecessárias e estão pedindo que o painel do inquérito, comandado pelo ex-funcionário governamental John Chilcot, pressione o premiê atual para que dê respostas sobre o tema.

ELEIÇÃO QUE SE APROXIMA

A questão do apoio aos militares britânicos ainda é importante, porque 10 mil militares britânicos estão combatendo no Iraque e enfrentam ameaça semelhante de insurgentes.

"Não houve momento algum em que o Tesouro tenha dito que esta ou aquela era uma opção militar melhor porque custava menos", disse Brown no inquérito.

"Deixei absolutamente claro que todo pedido de recursos para a campanha do Iraque que fosse encaminhado tinha que ser atendido pelo Tesouro."

A invasão do Iraque foi um dos episódios que mais prejudicaram o Partido Trabalhista em seus 13 anos no poder, provocando rachas internos e enormes protestos públicos.

Com a eleição prevista para 3 de junho, com pesquisas de opinião sugerindo que o país pode ter um Parlamento dividido e obstruído, Brown está ansioso para evitar constrangimentos.

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