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05/03/2010 - 17h16

Petrobras pode importar mais gasolina se consumo continuar forte

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras poderá realizar importações adicionais de gasolina para atender a demanda no Brasil se o nível de consumo se mantiver elevado como tem sido nas últimas semanas, afirmou nesta sexta-feira o diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa.

A estatal importou 1,2 milhão de barris de gasolina desde o início do ano.

Costa disse que a demanda pelo produto que concorre diretamente com o etanol continua forte, e que por este motivo as exportações de gasolina da empresa estão suspensas desde janeiro. Em média, a Petrobras exportava entre 40 e 60 mil barris diários de gasolina.

"O consumo de gasolina em fevereiro (2010) subiu 31 por cento sobre fevereiro de 2009 com a opção do consumidor pelo preço na bomba e a redução de 25 para 20 por cento da mistura do álcool na gasolina", explicou Costa.

Desde o final do ano passado o preço do etanol vem subindo como efeito indireto da alta dos valores do açúcar no mercado internacional --o que levou usinas a produzirem mais açúcar e menos álcool-- e devido ao período de entressafra no Brasil. Por isso, o governo decidiu em janeiro reduzir de 25 para 20 por cento a mistura do álcool até maio.

"Está entrando a safra (da cana-de-açúcar) agora, possivelmente deve ter alguma redução de preço e em maio está previsto o retorno dos 25 por cento", completou ao ser perguntado se haveria necessidade de mais importações.

Costa negou que a empresa tenha sido surpreendida pelo aumento de consumo de gasolina no país, afirmando que o total importado corresponde a apenas três dias de consumo e que em nenhum momento houve desabastecimento no mercado.

"Não fomos pegos desprevinos de jeito nenhum, priorizamos nas refinarias a produção de diesel que é economicamente melhor para a refinaria", disse o executivo.

Costa afirmou ainda que para a Petrobras é melhor que o consumidor opte por gasolina do que por álcool nos carros e que atualmente o consumo gira em torno dos 400 mil barris diários, contra cerca de 300 mil antes da elevação do preço do álcool.

"A decisão na bomba é do consumidor, como houve aumento muito grande do preço do álcool ele optou por gasolina, eu acho ótimo, porque eu vendo mais gasolina", afirmou, informando que a Petrobras não perde dinheiro com as importações.

(Por Denise Luna)

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