UOL Notícias Notícias
 

08/03/2010 - 15h48

Recuperação econômica do Chile terá pausa por causa de terremoto

Por Antonio de la Jara e Rodrigo Martínez

SANTIAGO (Reuters) - O Chile divulgou dados sobre a inflação e a balança comercial de fevereiro que mostraram uma economia que se recuperava com força antes do terremoto e que voltará a crescer no segundo semestre, após uma pausa por causa do sismo.

A região centro-sul do Chile foi sacudida pelo terremoto de magnitude 8,8 na madrugada do dia 27 de fevereiro, deixando ao menos 497 morts identificados e danos materiais estimados em 30 bilhões de dólares.

O terremoto surpreendeu o país em plena trajetória de recuperação após a recessão do ano passado, a primeira em uma década, devido à crise global.

O governo chileno informou nesta segunda-feira que o índice de preços ao consumidor cresceu 0,3 por cento em fevereiro, um pouco acima do consenso do mercado, por causa do aumento no custo do transporte.

O Banco Central do Chile, entretanto, anunciou que o país teve superávit comercial de 1,332 bilhão de dólares em fevereiro, quase o dobro do mesmo mês do ano passado, com um aumento de 42 por cento nas exportações e de 25 por cento nas importações.

Os dados desta segunda-feira se somam a números divulgados na semana passada, que mostraram que o indicador mensal de atividade econômica subiu 4,3 por cento em janeiro, superando as expectativas do mercado.

"O terremoto muda o panorama no curto prazo em termos tanto de crescimento como de inflação", disse Rodrigo Aravena, subgerente de estudos, economia e renda fixa da Banchile Inversiones.

"Mas, olhando para o segundo semestre, nós deveríamos ver um crescimento bastante forte em termos de atividade", acrescentou o analista, que manteve a previsão de uma expansão econômica de 5,2 por cento em 2010 como um todo.

Em entrevista à Reuters na Basileia, o presidente do Banco Central do Chile, José De Gregorio, disse no domingo que a economia do país está em boa posição para ter uma forte recuperação após o terremoto, e afirmou que ainda poderia crescer entre 4,5 e 5,5 por cento neste ano.

De Gregorio também reiterou que o Banco Central contribuirá com a retomada, continuando com a política monetária expansionista.

(Reportagem de Rodrigo Martínez e Antonio de la Jara)

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,71
    3,127
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -0,37
    64.938,02
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host