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11/03/2010 - 16h34

Cuba acusa Parlamento Europeu de "cinismo" por condenação

Por Jeff Franks

HAVANA (Reuters) - Cuba acusou o Parlamento Europeu de demonstrar "grande cinismo" nesta quinta-feira ao condenar a ilha comunista pela morte de um preso que estava em greve de fome e prometeu não se curvar à pressão internacional pelos direitos humanos.

A Assembleia Nacional cubana disse em um comunicado que Cuba tinha um histórico meritório na "luta pela vida humana" e disse que a ação do Parlamento Europeu seguia "uma campanha orquestrada pela poderosa mídia europeia."

O organismo eleito do bloco de 27 nações da União Europeia aprovou uma resolução condenando Cuba pela morte "evitável e cruel" do preso político Orlando Zapata Tamayo, que morreu em 23 de fevereiro após uma greve de fome de 85 dias por melhores condições na prisão.

Sua morte provocou um clamor internacional contra o governo de Cuba e pedidos para libertar os estimados 200 presos políticos do país. O Parlamento Europeu reiterou esse brado em sua resolução.

E ainda expressou preocupação com o "estado alarmante" de outro opositor do governo de Cuba, Guillermo Farinas, que está em greve de fome em sua casa em Santa Clara desde 24 de fevereiro.

Ele jurou morrer, se o governo não libertar 26 presos políticos que estariam doentes nas prisões cubanas.

Cuba disse que o Parlamento Europeu era culpado de "grande cinismo" porque os membros da UE teriam tido atitudes que causaram a morte de pessoas pobres nos países em desenvolvimento.

"Incontáveis vidas, especialmente de crianças, foram perdidas nos países pobres em razão de os países ricos representados no Parlamento Europeu não honrarem seus compromissos de ajuda ao desenvolvimento", afirmou o governo cubano.

O "acontecimento infeliz" da morte de Zapata "não pode ser usado para condenar Cuba sob a acusação de que sua morte poderia ter sido evitada", disse o comunicado cubano.

"O homem se recusou a comer, apesar de todos os alertas e da intervenção de especialistas médicos cubanos", afirmou.

"Se há uma área na qual nosso país não precisa se defender com palavras, porque a realidade é inquestionável, é a sua luta pela vida humana e não apenas para os nascidos em Cuba, mas também em outros lugares", disse, referindo-se à prática de Havana de fornecer médicos para países mais pobres.

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