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11/03/2010 - 15h59

Sarkozy vai pressionar G20 sobre financiamento climático

Por James Mackenzie

PARIS (Reuters) - A França vai pressionar o G20 a impor um imposto sobre as transações financeiras, com o objetivo de levantar bilhões de dólares para ajudar os países em desenvolvimento a combater as mudanças climáticas, anunciou o presidente Nicolas Sarkozy na quinta-feira.

Falando em uma conferência sobre florestas, Sarkozy repetiu seu chamado por um esforço renovado relativo às mudanças climáticas, depois da "frustrante" conferência de Copenhague em dezembro, direcionando suas críticas a "todos aqueles que, por trás das belas palavras, não querem fazer nada".

"Aqueles que não querem fazer nada são os que não querem pagar. Se o dinheiro não estiver disponível, quem pagará pelas consequências serão os pobres," disse ele em discurso.

Sarkozy disse que serão necessárias novas fontes de financiamento para conseguir os 100 bilhões de dólares prometidos na conferência climática de Copenhague e afirmou que, quando a França assumir a presidência do G20, no próximo ano, vai pressionar pela adoção de um imposto sobre as transações financeiras.

"Apenas financiamentos inovadores nos permitirão fazer frente a este desafio", disse ele. "Eu, juntamente com outros, tomarei iniciativas no G20 para assegurar a adoção pronta de um imposto sobre transações financeiras".

Mais de 100 países ratificaram o Acordo de Copenhague, principal resultado da cúpula de dezembro, que procura limitar o aquecimento global para menos de 2 graus Celsius e prevê quase 30 bilhões de dólares em ajuda aos países em desenvolvimento entre 2010 e 2012, subindo para 100 bilhões de dólares por ano a partir de 2020.

"A divisão não é entre Norte e Sul, mas entre os países que querem agir e os que querem aguardar a tempestade passar", disse ele.

Sem citar nomes de países, Sarkozy disse que terá que superar oposições dentro do G20 e pediu o apoio dos países comprometidos com mudanças.

"Se a França e alguns poucos outros ficarem sozinhos no G20, não chegaremos lá", disse ele. "Temos a África e partes da Ásia conosco, temos a América Latina conosco."

Ele disse que a oposição não parte apenas dos países mais ricos, apontando para divergências entre o chamado Grupo dos Cinco países emergentes - México, Brasil, África do Sul, Índia e China.

"Quando se diz G5, há aqueles que querem avançar e há os que querem parar. Não citarei nomes."

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