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12/03/2010 - 16h37

Eleição no Iraque segue apertada; resultados demoram a sair

Por Rania El Gamal e Khalid al-Ansary

BAGDÁ (Reuters) - O primeiro-ministro Nuri al-Maliki mantinha uma pequena vantagem sobre os rivais xiitas na sexta-feira, indicaram os resultados parciais da disputada corrida eleitoral do Iraque, mas um candidato secular contava com uma ampla liderança nas áreas da minoria sunita.

A disputa não deverá ser definida antes que os resultados iniciais sejam divulgados em todas as 18 províncias do Iraque, incluindo em regiões importantes, como Bagdá, sugerindo que poderá ser mais difícil do que o previsto formar um governo, caso nenhum bloco apareça como um franco vencedor.

Os resultados iniciais divulgados em sete províncias apontam a coalizão Estado da Lei, de Maliki, ligeiramente à frente da Aliança Nacional Iraquiana (INA), bloco que reúne poderosos partidos xiitas, com uma diferença de cerca de 20 mil votos dos quase 340 mil contados para os dois grupos.

Em terceiro lugar vinha a coalizão Iraqiya, do ex-primeiro-ministro Iyad Allawi, grupo secular e inter-sectário que está bem à frente em duas províncias que abrigam um grande número de sunitas.

A Alta Comissão Eleitoral Independente divulgou resultados parciais de apenas duas províncias na sexta-feira, Maysan e Muthanna, ambas no sul, em sua maior parte xiita.

O cenário após a eleição parlamentar no Iraque em 7 de março, sete anos após a derrubada de Saddam Hussein, tem sido prejudicado por atrasos das autoridades eleitorais iraquianas para fornecer os resultados iniciais completos e por crescentes acusações de fraude.

A confusão depois da votação representa um início nada auspicioso para o que provavelmente será uma lenta negociação para a formação de um governo, especialmente se o resultado for tão dividido como as primeiras parciais sugerem.

A violência pode ter diminuído, mas ainda paira em um país onde as feridas sectárias não foram curadas e questões importantes sobre a terra e o petróleo ainda precisam ser resolvidas.

Hamdiya al-Husseini, um alto oficial da comissão eleitoral, negou acusações de fraude vindas do grupo de Allawi, inclusive informações de que alguns votos foram descobertos no lixo e nomes de mais de 200 mil soldados estavam faltando das listas eleitorais.

"O processo de contagem e organização dos votos está indo bem, com a presença de observadores de partidos políticos e sob supervisão internacional", disse Husseini.

Autoridades das Nações Unidas, que estavam aconselhando a comissão, descartaram as acusações de fraude.

Um clérigo próximo ao aiatolá Ali al-Sistani, principal autoridade xiita do Iraque, pediu que os resultados fossem anunciados rapidamente e de forma a afastar as suspeitas.

"Isso poderia atrasar e tornar confuso o começo do próximo Parlamento", disse Abdul-Mahdi al-Kerbalai, num sermão de sexta-feira.

Após a última eleição parlamentar do Iraque, no final de 2005, a violência sectária explodiu depois que os políticos levaram meses para acertar um governo.

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