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14/03/2010 - 18h15

Três pessoas ligadas a consulado dos EUA no México são mortas

Por Julian Cardona

CIUDAD JUAREZ, México. (Reuters) - Três pessoas ligadas ao consulado norte-americano foram assassinadas na cidade fronteiriça mais violenta do México, disse a polícia no domingo, o que levou o presidente dos EUA, Barack Obama, a reagir com tristeza e indignação.

Uma fonte da polícia disse à Reuters que pistoleiros mataram no sábado um casal americano ligado ao consulado em Ciudad Juarez, do outro lado do Rio Grande, em frente a El Paso, Texas.

Segundo a fonte, o bebê do casal sobreviveu ao ataque.

Minutos mais tarde, de acordo com a fonte, mais um homem com ligações com o consulado foi assassinado em outra área da cidade, no centro de uma sangrenta guerra de territórios entre cartéis de drogas.

Pistoleiros encurralaram o veículo da terceira vítima e atiraram nele, de acordo com uma testemunha que viu a cena do crime na cidade onde 8.000 soldados e a policiais federais estão de prontidão.

A Casa Branca emitiu um comunicado dizendo que uma funcionária do consulado e seu marido, ambos cidadãos norte-americanos, e o marido de outra funcionária, que é cidadã mexicana, foram assassinados.

"O presidente está profundamente indignado e triste com a notícia", disse Mike Hammer, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, completando que Obama "se junta à indignação do povo mexicano com o assassinato de milhares de pessoas em Ciudad Juarez e outras partes do México."

Em uma aparente reação aos ataques, o Departamento de Estado norte-americano atualizou, neste domingo, seu alerta a viagens ao México para dizer que autorizou a partida de dependentes de funcionários do governo em consultados dos EUA em diversas cidades fronteiriças do México.

Em Ciudad Juarez, uma das cidades mais perigosas do mundo, uma dúzia de mortes ligadas ao tráfico de drogas acontecem diariamente, e são comuns cenas de carros perfurados a bala e corpos caídos no meio de poças de sangue.

A guerra das drogas no México já matou 18.600 pessoas, principalmente membros de cartéis e policiais, desde que o presidente Felipe Calderón assumiu o poder e lançou uma ofensiva contra os traficantes no final de 2006.

A violência desenfreada preocupa Washington e os investidores internacionais.

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