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18/03/2010 - 17h50

Brasil reduz população de favelas em 16% na última década--ONU

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil reduziu a população das favelas em 16 por cento entre 2000 e 2010, o que significa uma melhora nas condições de vida de 10,4 milhões de habitantes, apontou nesta quinta-feira a Organização das Nações Unidas (ONU).

Os números fazem parte do relatório "Estado das Cidades do Mundo 2010/2011: Unindo o Urbano Dividido", elaborado a cada dois anos pelo Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat).

O número de brasileiros nas favelas diminuiu de 31,5 por cento para 26,4 por cento devido a diversas políticas socioeconômicas. O documento ressalta a criação do Ministério das Cidades e os subsídios de materiais de construção, terrenos e serviços.

Ainda, a diminuição da taxa de crescimento populacional e da migração do campo para a cidade também contribuíram, segundo o documento da ONU.

No mundo, o relatório revela que 227 milhões de pessoas deixaram de viver em assentamentos precários na última década, passando a fazer parte da "cidade formal", o que significa que os governos mundiais conseguiram superar a meta de "melhorar a vida de pelo menos 100 milhões de habitantes" até 2020.

Porém, o programa da ONU disse que ainda é preciso se esforçar mais, já que o "número absoluto" de moradores de favelas cresceu de 776,7 milhões em 2000 para 827,6 milhões em 2010. As favelas receberam mais 55 milhões de novos habitantes desde 2000.

Se continuar neste ritmo de crescimento, a ONU projeta que a população mundial morando em favelas aumentará 6 milhões por ano até 2020, atingindo um total de 889 milhões de habitantes naquele ano.

A África subsaariana é região que concentra a maior população em favelas, onde 199,5 milhões de pessoas, ou 61,7 por cento de sua população urbana, vivem em tais áreas. A América Latina e o Caribe aparecem com 110,7 milhões, ou 23,5 por cento.

Na América Latina, Brasil, Argentina, México e Colômbia representam juntos 79 por cento da melhora na qualidade de vida conquistada pela região no período.

"Destes países, Argentina e Colômbia foram os que mais sucesso tiveram, reduzindo sua população de habitantes de favelas em dois quintos graças a melhores moradias e a um melhor acesso ao abastecimento de água e os serviços de saneamento".

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