UOL Notícias Notícias
 

18/03/2010 - 11h58

Hillary vai a Moscou discutir armas e Oriente Médio

Por Arshad Mohammed e Michael Stott

MOSCOU (Reuters) - A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, chegou à Rússia na quinta-feira para tentar superar obstáculos no caminho de um novo tratado de redução de arsenais nucleares e para buscar o apoio de Moscou a novas sanções contra o Irã.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que também está na Rússia para a reunião de sexta-feira dos mediadores do Oriente Médio, pediu durante reunião com o presidente Dmitry Medvedev que russos e norte-americanos assinem "assim que possível" o novo tratado de controle armamentista,

Hillary passará 36 horas na Rússia, período que incluirá a reunião de mediadores do Oriente Médio (EUA, Rússia, União Europeia e ONU) e discussões com Medvedev e com o chanceler Sergei Lavrov a respeito do controle de armas e do Irã.

Equipes dos dois países negociam há quase um ano o tratado que sucederá o Start 1, de 1991, com a meta de reduzir em até um terço os arsenais nucleares. Lavrov disse na terça-feira que seria possível assinar o acordo já no começo de abril.

"Estamos fazendo um ótimo progresso. Não posso prever a vocês exatamente quando o acordo será completado, mas (...) estamos chegando perto", disse o subsecretário de Estado William Burns a jornalistas enquanto Hillary voava para Moscou.

Medvedev e Obama prometeram no ano passado que reduziriam para entre 1.500 e 1.675 o número de ogivas nucleares instaladas em cada país, mas ainda existe certa desconfiança entre os dois ex-inimigos da Guerra Fria, apesar do empenho do governo de Barack Obama para "relançar" as relações com a Rússia, abaladas durante o mandato de seu antecessor George W. Bush.

Nos últimos, a Rússia manifestou insatisfação com o plano dos EUA para instalar um escudo antimísseis no Leste Europeu, e houve discordâncias também a respeito de como contabilizar e verificar as ogivas.

Na reunião de quinta-feira com Lavrov, Ban pediu que os dois países assinem o acordo antes da cúpula sobre desarmamento nuclear que Obama promoverá em meados de abril e antes da conferência da ONU sobre desarmamento nuclear, em maio.

As potências mundiais esperam que os dois encontros ajudem a conter a proliferação nuclear e a domar as ambições atômicas de países como Irã e Coreia do Norte.

SANÇÕES CONTRA IRÃ

Os EUA também esperam obter o aval de Moscou a sanções mais duras contra o programa nuclear do Irã, que o Ocidente suspeita que seja voltado para o desenvolvimento de armas atômicas, algo que Teerã nega.

Apesar da tradicional relutância russa às sanções, Medvedev disse neste mês que apoiaria medidas "inteligentes", que não prejudiquem civis.

Hillary deve se reunir na noite de quinta-feira com Lavrov e na sexta-feira com Medvedev, mas fontes oficiais dizem que não há nenhum encontro programado dela com o político mais poderoso da Rússia, o primeiro-ministro Vladimir Putin.

A respeito do Oriente Médio, as autoridades dos EUA se mostram cautelosas quando à retomada do processo de paz entre palestinos e israelenses.

As discussões do chamado Quarteto de mediadores - num jantar na quinta-feira e numa sessão formal na sexta - servem para mostrar apoio internacional às negociações indiretas entre Israel e os palestinos, anunciadas nesta semana pelos EUA.

O início das negociações, no entanto, foi abalada por um raro atrito público entre EUA e Israel, por causa do anúncio israelense da construção de 1.600 casas para colonos judeus em um assentamento próximo a Jerusalém.

Irritados, os EUA exigiram de Israel que se posicione formalmente quanto ao seu compromisso com o processo de paz, o que o Departamento de Estado norte-americano afirmou ainda não ter acontecido.

(Reportagem adicional de Conor Sweeney)

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,12
    3,283
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -0,05
    63.226,79
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host