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18/03/2010 - 17h08

IGP-10 é o maior desde 2008, mas aponta desaceleração

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A inflação pelo Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) alcançou 1,10 por cento em março, maior nível desde julho de 2008, mas já há sinais de desaceleração dos preços depois de um início de ano pressionado, apontou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.

Em fevereiro, o IGP-10 havia subido 1,08 por cento.

Segundo a FGV, os problemas climáticos, com chuva em algumas localidades e forte calor em certas regiões, impediram uma desaceleração do IGP-10.

"Os produtos agropecuários deram um pulo enquanto os industriais já começaram a ceder", disse à Reuters o economista da FGV Salomão Quadros. "A estrutura interna do índice é mais propensa para o início de uma desaceleração."

De acordo com ele, a cadeia da cana-de-açúcar, que puxou os preços de açúcar e álcool, começou a ceder.

Os preços do açúcar cristal desaceleraram de alta de 18,89 para 1,97 por cento e o aumento do refinado passou de 15,67 para 3,68 por cento. O álcool hidratado desacelerou de 11,28 para queda de 0,33 por cento.

"Saímos de um auge de elevação e entramos em um período de baixa devido ao início da safra. Ambos foram pressões muito fortes no início do ano e já apontam para quedas de preços", acrescentou o economista.

Entre os componentes do IGP-10, o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve alta de 1,34 por cento ante avanço de 1,15 por cento em fevereiro.

O IPA agrícola subiu 2,79 por cento, após alta anterior de 0,08 por cento. O IPA industrial registrou acréscimo de 0,89 por cento, seguindo elevação de 1,50 por cento em fevereiro.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apurou elevação de 0,78 por cento, ante inflação de 1,09 por cento no mês anterior.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,33 por cento, após avanço de 0,55 por cento em fevereiro.

Este foi o último IGP-10 a ser divulgado com a atual metodologia. A partir de abril, os IGPs vão apresentar uma nova ponderação e não vão mais computar o impacto de mudanças de alíquotas e impostos sobre os preços dos produtos.

O objetivo da FGV é filtrar esse efeito e medir basicamente os preços ao produtor.

O economista destacou que as mudanças vão acontecer no momento em que se discute um reajuste no preço do minério de ferro. O peso do item na nova ponderação passará para 2,5 por cento, ante 1,06 por cento atualmente.

(Por Paula Laier e Rodrigo Viga Gaier)

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