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19/03/2010 - 16h20

Obama está otimista sobre votação da reforma da saúde

Alister Bull
Em Fairfax (Virginia)

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse na sexta-feira que espera uma votação dura neste fim de semana, mas que os democratas vão fazer história quando a Câmara dos Deputados votar seu projeto de lei de reforma da saúde.

"Neste momento, estamos no ponto em que vamos fazer algo histórico neste fim de semana", disse Obama a uma plateia ruidosa na Universidade George Mason, enquanto líderes democratas no Congresso se movimentavam para garantir apoio ao plano para reformar a indústria médica norte-americana, que movimenta 2,5 trilhões de dólares.

"Se esta votação fracassar, as seguradoras vão continuar a correr soltas. Vão continuar a negar cobertura médica às pessoas, vão continuar a negar atendimento. Vão continuar elevando seus preços em 40 por cento, 50 por cento ou mesmo 60 por cento, como vêm fazendo nas últimas semanas", disse ele no comício.

"É por isso que elas vêm despejando milhões de dólares em anúncios negativos. É por isso que elas estão fazendo tudo o que podem para acabar com este projeto de lei", disse Obama em discurso incendiário.

"O tempo de reformar é agora."

Após mais de um ano de debates intensos, a Câmara deve votar no domingo a abrangente reforma proposta no sistema de saúde, que visa ampliar a cobertura dos seguros-saúde para 32 milhões de americanos que hoje não têm seguro.

O projeto de lei vem enfrentando a oposição sólida dos republicanos, e Obama e outros democratas estavam se esforçando para conseguir votos suficientes dos democratas, que ocupam a maioria das cadeiras nas duas casas do Congresso, para garantir sua aprovação.

Os republicanos dizem que a reforma custará caro demais, em um momento em que o país já está incorrendo em déficits orçamentários maciços, e que representa uma ingerência governamental não justificada na relação dos norte-americanos com seus provedores de atendimento médico.

"Sei que esta trajetória vem sendo difícil. Sei que esta será uma votação difícil. Sei que todo o mundo em Washington está contando votos neste momento", disse Obama.

"Vamos fazer história", afirmou.

O público de cerca de 8.500 partidários de Obama aplaudiu o presidente fortemente, mas também foram ouvidos vários ativistas contrários à reforma. De vez em quando um grito de "não ao socialismo" era ouvido vindo da plateia.

Vários manifestantes deixaram o recinto sem alarde depois de serem identificados pelos organizadores, mas uma mulher baixa, trajando casaco colorido, precisou ser retirada fisicamente por um guarda de segurança, gritando sem parar.

 

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